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VI Fórum de Medicina do Trabalho: CFM debate as competências necessárias para a formação do especialista

altA Resolução CFM nº 2.183/18, editada hoje (21) e que dispõe sobre normas específicas para médicos que atendem o trabalhador, foi apresentada na abertura do VI Fórum de Medicina do Trabalho, promovido hoje (21), na sede do CFM, em Brasília. "Esta resolução consolida todo o regramento da área de medicina do trabalho e é fruto de um trabalho cuidadoso da Câmara Técnica", elogiou o 2º vice-presidente CFM e em exercício da presidência, Jecé Brandão, que participou da mesa de abertura.

A coordenadora da Câmara Técnica de Medicina do Trabalho e conselheira federal pelo Distrito Federal, Rosylane Mercês Rocha, relatora da Resolução nº 2.183/18, dividiu o elogio com todos os integrantes da Câmara Técnica. "Todos participaram ativamente", ressaltou. O presidente em exercício da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT). Paulo Rabelo, também integrante da mesa de abertura do VI Fórum, agradeceu ao CFM "pela parceria fundamental em defesa do médico do trabalho". A mesa contou, ainda, com a presença do gestor nacional do Programa Trabalho Seguro, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), juiz Leonardo Vieira Wandell, representando a ministra Delaíde do Arantes do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Formação – As competências requeridas para o exercício da medicina do trabalho foram explanadas pela professora do Departamento de Medicina Preventiva e Social da UFMG e diretora científica da ANAMT, Elisabeth Dias.  Existem hoje 14 residências médicas e a ANAMT também aplica provas para conceder o título, conforme regulamenta a Associação Médica Brasiliera (AMB) para o exercício da medicina do trabalho.

Em sua explanação, Elisabeth mostrou quais são as competências exigidas nessas provas, como o cuidado com a saúde individual e coletiva do trabalhador e a anamnese pessoal e profissional, ressaltando que o médico do trabalho deve ter uma sólida formação técnica e ética. "Somos essencialmente médicos e esta deve ser a raiz da nossa prática. Questões como confidencialidade e sigilo é que tornam nossa prática mais complexa", afirmou.

Em seguida, o professor da Universidade de Brasília (UNB) Mário Cesar Ferreira explanou sobre programas de qualidade de vida do trabalhador. Para o professor, a maioria dos programas de QVT são baseados no assistencialismo e em aumentar a resiliência e a resistência física e mental do trabalhador, sem uma preocupação com as reais necessidades do trabalhador. "É o que chamo de ôfuro corporativo, não resolvem a essência", denominou.

Saúde Mental - A segunda mesa da manhã tratou do tema saúde mental. O primeiro palestrante foi o médico Miguel Ximenes de Rezende, que falou da experiência do programa de assistência ao trabalhador do Hospital Estadual Miguel Álvaro, em Santos. Em sua fala, ele apresentou algumas hipóteses que levam ao adoecimento médico, como a automedicação e o sentimento de onipotência. "O médico tem dificuldade em lidar com suas fraquezas e quando decide procurar ajuda, os problemas já estão enormes", contou.

Esse também é o entendimento da psiquiatra do Hospital de Base de Brasília Renata Figueiredo, que falou sobre dependência química. "O médico tende a esconder seus problemas e quando a drogadição atinge o exercício profissional é porque as relações familiares já estão desgastadas, pois ele tende proteger ao máximo o seu local de trabalho", argumentou. Renata apresentou estratégias que podem ser usadas por médicos para tentar ajudar colegas viciados em drogas, medicamentos ou bebida, como iniciar a conversa sobre o problema com a presença de um familiar, prescrever a abstinência e ter uma postura assertiva.

O último palestrante da manhã foi a do analista de políticas sociais da Secretaria da Previdência do Ministério da Fazenda Orion Sávio Oliveira, que fez uma análise técnica dos dados do Anuário Estatístico do INSS. Segundo os dados, tem diminuído a concessão de benefícios em decorrência dos acidentes de trabalho. Uma das causas seria a redução do número de trabalhadores com carteira assinada. Segundo Orion, as causas psiquiátricas enquadradas como acientes de trabalho estão em quinto lugar entre os motivos que levam à concessão de benefícios. Ele também pontuou que enquanto no mundo a maioria dos benefícios trabalhistas se deve a doenças adquiridas no trabalho, no Brasil, elas são por acidentes. "Acho que há uma ausência de identificação no nexo entre a doença e o trabalho e o médico tem uma grande importância neste cenário", argumentou.
 
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