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PREFEITOS NÃO PODEM ASSUMIR PAS - Leia mais notícias no Clipping Cremern 06/10/2010
TRIBUNA DO NORTE PREFEITOS NÃO PODEM ASSUMIR PAS As prefeituras não têm como assumir a responsabilidade pelos pronto-atendimentos no prazo fixado pela Justiça. Essa é a avaliação de prefeitos e da presidente do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), Solane Costa. A partir de um acordo entre o Governo do Estado e o Ministério Público, firmado na última segunda-feira, o atendimento de baixa e média complexidade em hospitais estaduais será encerrado e transferido para os municípios. Essa é uma medida para tentar diminuir o déficit de leitos nos hospitais do Estado. Adriano Abreu Os municípios têm a responsabilidade, fixada em Lei Federal há mais de 20 anos, em cuidar dos casos mais simples. Dessa forma, os estados teriam que arcar com a chamada alta complexidade, as situações mais graves. Contudo, a lei nunca foi cumprida integralmente, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. E esse é um dos motivos para o interminável problema de superlotação do Walfredo Gurgel. Pacientes do interior e da capital ocupando leitos com doenças que não deveriam ser tratadas no maior hospital do Estado. Os argumentos utilizados pelo Governo do Estado e pelo Ministério Público não são questionados por secretários de saúde e prefeitos potiguares dos municípios afetados: Pau dos Ferros, Assu, Parnamirim, Macaíba, Caicó, Currais Novos e Natal (Hospitais Walfredo Gurgel, Giselda Trigueiro, Maria Alice Fernandes e José Pedro Bezerra). O motivo, dizem, é justo. Mesmo assim, um problema mais prático e imediato se impõe. Como estruturar em 60 dias o que não foi feito em vários anos? Para Solane Costa, não seria possível. “Nós não temos imediatamente essa capacidade. É algo que precisa ser discutido para se chegar a algo mais razoável para todas as partes. Inclusive com a possibilidade de co-gestão entre Estado e municípios”, diz Solane. E complementa: “De forma plena, os municípios não são capazes de realizar essa tarefa a curto prazo. Não é falta de vontade”. Entre os argumentos utilizados pelos representantes das prefeituras, as dificuldades financeiras têm posição de destaque. A queda do repasse do Fundo da Participação dos Municípios e a resistência dos médicos em ir trabalhar no interior do Estado contribuem para isso. “É algo necessário, mas precisamos de suporte para estruturar os nossos serviços. O Estado recebe recurso federal para oferecer esses serviços e os municípios pleiteiam o mesmo”, afirma o prefeito de Assu, Ivan Júnior. “Estão jogando mais um abacaxi na mão dos municípios porque não existe nada mais difícil do que manter um médico atendendo, por exemplo, nos fins de semana no interior”, complementa o prefeito de Richo da Cruz, Marcos Aurélio. O acordo ainda pode ser ajustado, segundo a assessoria técnica do Tribunal de Justiça, responsável por validar o acordo. Em até 15 dias, contados a partir da última segunda-feira, todos os prefeitos e secretários de saúde irão se reunir com a Sesap e a promotora da Saúde, Iara Pinheiro. Bate-papo Miguel Josino Neto » procurador-geral do Estado Com o acordo será possível os municípios utilizarem a estrutura e contratar os recursos humanos ou precisa estar completamente desvinculado? Miguel Josino Neto – Precisa ficar vinculado. Os pronto-atendimentos serão de responsabilidade dos municípios, como manda a lei. O Estado ficará concentrado na alta complexidade. Não preocupou a possibilidade de desassistência da população? Sim, sem dúvida. Foi uma das principais preocupações. Mas decidimos pelo menor dos riscos. É menos arriscado não ter assistência para casos graves do que para casos simples. Há déficit em áreas graves, como no atendimento a pessoas com diabetes. Estamos falando de pessoas que adquirem sequelas pelas falhas no atendimento. Os municípios não participaram do acordo? Não. Foi outro ponto destacado. Mas haverá uma reunião com todos os prefeitos e secretários de saúde dos municípios afetados com a promotora Iara Pinheiro. Então, isso será discutido. Desativação das unidades é para desafogar o HWG A desativação dos pronto-atendimentos de baixa e média complexidades da rede estadual vem dentro de um Termo de Ajustamento de Conduta para desafogar o Walfredo Gurgel. Além dos PAs, o Termo tratou da ativação do Hospital Ruy Pereira - antigo Itorn - com a transferência de 50 pacientes e do aumento de 10 leitos de ortopedia no Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim. Todas essas são iniciativas que tentam acabar com as macas nos corredores do Hospital. Mas o que a superlotação do Walfredo Gurgel tem a ver com os pronto-atendimentos nos hospitais regionais? Eis a resposta da Sesap, em nota enviada à imprensa ontem à tarde: “Quando o Hospital Walfredo Gurgel passar a receber somente a demanda que lhe cabe, ou seja, aqueles pacientes de maior gravidade, poderá oferecer-lhes de forma adequada os primeiros cuidados de alta complexidade para, em seguida, encaminhá-los às unidades municipais aptas a tratá-los, evitando superlotação”. A teoria diz que, com mais leitos para internação nos hospitais regionais, menos gente precisará se deslocar do interior para Natal. Não custa lembrar a preponderância de pacientes da capital no Walfredo Gurgel, muitos deles inadequadamente. Segundo dados do Samu Natal, anexados ao TAC pelo Ministério Público, há poucas opções de atendimento para os pacientes em Natal. Por isso, mais de 30% dos casos do Samu vão parar no Walfredo. É contra todo esse panorama que a nova medida gestada pela Sesap e Ministério Público se insurge. Não custa lembrar: o acordo é fruto da mais antiga ação do Ministério Público, de 1999, para o fim das macas nos corredores. Ao longo do tempo, o juiz Ibanez Monteiro já deferiu várias vezes a retirada dos pacientes. De fato, eles são retirados. Mas em seguida volta o aglomerado. Com o ataque a um dos causadores da superlotação, há esperança de melhora. RN TEM 98 CASOS REGISTRADOS DE DENGUE HEMORRÁGICA A quantidade de casos confirmados de dengue hemorrágica no Rio Grande do Norte este ano é 250% maior do que no mesmo período de 2009. O mais novo boletim da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), referente ao período de 1 de janeiro até 25 de setembro, mostra que 2010 já confirmou 98 casos da forma mais grave da doença, contra apenas 28 na semana equivalente no ano passado. Há 14 suspeitas de óbito, das quais três confirmadas. No geral, o número de notificações das várias formas da doença feitas em 2010 (6.417) é 83,3% maior do que no ano anterior (3.500). Do total, 839 foram confirmadas como dengue clássica, 98 como hemorrágica, 44 como “dengue com complicação” e 3.008 ainda estão pendentes de diagnóstico. A subnotificação, no entanto, pode ser grande, pois nada menos que 2.428 suspeitas caíram na categoria “inconclusivas”, ou seja, não foram confirmadas nem descartadas pelos municípios. Quando se fala apenas da dengue clássica, a diferença entre as estatísticas é menor. As 839 confirmações deste ano representam 133,7% a mais do que 2009, que teve 359. “A diferença se deve a vários fatores. Vale citar a reintrodução do vírus tipo 1, que não circulava no estado há oito anos; o abastecimento precário de água, obrigando a população a usar baldes; e à própria série histórica, pois após uma epidemia, como tivemos em 2008, segue-se um período de baixa e depois outro crescimento”, explica a coordenadora do Programa Estadual de Dengue, Kristiane Fialho. No ano retrasado, houve nada menos que 41 mil casos suspeitos. Segundo ela, o sorotipo 1 entrou novamente no RN este ano, tendo sido detectado no Seridó e isolado em Pau dos Ferros. A coordenadora admite o risco da chegada ao Estado de um novo tipo do vírus (o 4), que já apareceu em Roraima. Caso isso ocorra, o número de casos tenderá a aumentar muito, pois a população não teria imunidade ao micro-organismo por ele nunca haver infectado ninguém no RN. “Por isso, estamos monitorando os sorotipos em cada município, e pedimos para as prefeituras fazerem o isolamento viral de todos os casos”, diz Kristiane. Ela recomenda que a população contribua para a prevenção da doença, enfatizando que a maioria dos criadouros do mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue – está dentro das casas. Até agora, o número de óbitos está abaixo do total registrado nos doze meses de 2009, quando cinco pessoas morreram por causa da dengue. Este ano, Natal já tem 3.300 suspeitas da doença, sendo um dos dezoito municípios potiguares com incidência considerada alta. Enquanto a capital tem 409,33 casos por 100 mil habitantes, a recordista no Estado por este critério é Pau dos Ferros, com 1833,81. Das três mortes registradas este ano, duas foram atribuídas à dengue hemorrágica e uma à forma denominada “dengue com complicação”. Ano passado, foram quatro óbitos atribuídos à hemorrágica. Sesap amplia a fiscalização dos casos A secretaria estadual de Saúde ampliou o monitoramento acelerado dos casos de dengue no Rio Grande do Norte. Atendendo a uma sugestão do Ministério da Saúde, o estado, agora, passa a fazer o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa) em nove municípios. Até setembro, apenas Natal, Mossoró e Parnamirim eram monitoradas de forma acelerada. Apesar de não constarem como cadastradas no site do Ministério da Saúde, a Sesap informa que Ceará-Mirim, Apodi, Caicó, Currais Novos, Pau dos Ferros e São Miguel também contam com esse levantamento. A subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Juliana Araújo, explica que o levantamento realizado em todos os municípios do estado é diferente do LIRAa apenas pela questão de velocidade. Enquanto os dados da maioria das cidades potiguares são repassados à Sesap a cada dois meses, que é o tempo do ciclo completo de coleta de informações, os dados nas nove cidades em que ocorre o LIRAa são transmitidos em um tempo muito menor. A velocidade contribui para impedir as infestações. “Por isso que, geralmente, o LIRAa ocorre nas maiores cidades e em regiões metropolitanas, o que ajuda a secretaria nas ações”, explicou Juliana Araújo. Serviço Em Natal, a população pode usar o 0800-2814031 para agendar visitas dos agentes de saúde e avisar sobre focos do mosquito. Em outros municípios, pode-se procurar as respectivas Secretarias de Saúde. DIÁRIO DE NATAL CRÉDITO DA SAÚDE DEVE SER VOTADO HOJE Projeto do governo está na mesa da Assembleia Legislativa. Ontem não teve sessão por falta de quorum Deve ser votado ainda hoje o projeto de lei que visa a abertura de créditos suplementares de até 3% para a Saúde. A matéria deveria ter sido apreciada ontem, mas, por falta de córum não houve sessão na Assembleia Legislativa. O projeto, que foi enviado pelo governo do estado em agosto, está na mesa diretora - depois de ter passado pela Comissão de Fiscalização e Finanças, de onde saiu sem parecer -, e foi alvo de uma ação judicial, movida pelo governo contra a Casa Legislativa e tem poucos dias para ser votado, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a decisão do Tribunal de Justiça do estado que assegurava ao governo o poder de remanejar esses recursos, independente de uma aprovação prévia do legislativo. A discussão em torno dessa matéria esquentou quando o Ministério Público divulgou uma nota afirmando que a Saúde estava em colapso. A partir de uma investigação da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, o órgão declarou que "a Secretaria Estadual de Saúde encontra-se em situação de extrema limitação orçamentário-financeira, fato que tem impedido a conclusão de procedimentos de compra de medicamentos e insumos, bem como deixando totalmente sem perspectiva a conclusão do ano quanto à garantia do direito à saúde". Diante da situação, o projeto foi parar na Justiça, sob a alegação de omissão da Casa Legislativa em aprovar o crédito. A presidência da Assembleia, por sua vez, reagiu afirmando que estava cumprindo os prazos regimentais, argumento acatado pelo STF para suspender decisão da Justiça estadual. Sobre o esvaziamento da primeira sessão plenária após as eleições, o deputado estadual Ricardo Motta (PMN) viu com naturalidade a ausência dos colegas. Para ele, o momento é de agradecer os apoios e era esperado que os parlamentares reeleitos estivessem viajando pelo interior do estado. De acordo com Ricardo, existem algumas matérias para serem votadas, mas todas estão dentro dos prazos regimentais e não haverá prejuízos. Sobre o projeto do remanejamento dos recursos para a Saúde, o deputado disse que não passará desta semana e há possibilidades de ser votada ainda hoje, dependendo da presença dos demais deputados. Entre os deputados que compareceram à Casa, ontem, estavam Gilson Moura (PV), Fernando Mineiro (PT), Antônio Jácome (PMN), Luiz Almir (PV), José Dias (PMDB) e Ricardo Motta (PMN). Nos bastidores, o assunto era o resultado das eleições e as expectativas para o segundo turno do pleito nacional. Na ocasião, os deputados presentes de solidarizaram com o deputado Luiz Almir, que não conseguiu renovar seu mandato. Diante do gesto dos colegas, o parlamentar pareceu mais conformado com a situação. O deputado José Adécio (DEM), que também não conseguiu se reeleger, após sete mandatos na Assembleia, não apareceu na Casa. MÊS DEDICADO AO ALERTA DO CÂNCER DE MAMA Movimento Outubro Rosa foi lançado ontem, em Natal, com o objetivo de conscientizar mulheres sobre a prevenção Aconteceu ontem, no Palácio Felipe Camarão, o lançamento oficial do movimento internacional Outubro Rosa, que tem como objetivo conscientizar as mulheres sobre a importância da mamografia para combater o câncer de mama. Para chamar a atenção da sociedade para a questão, vários prédios públicos e privados de Natal serão iluminados de rosa como as sedes da prefeitura, da procuradoria geral do Estado, além da praça cívica e várias lojas e shoppings da cidade. Esta é a segunda vez que o estado participa da campanha. A madrinha do movimento no RN, Claudia Gallindo, reforçou a importância da realização da mamografia ao menos uma vez por ano. "O diagnóstico precoce é a melhor forma de combater a doença. Esse movimento é feito para que as mulheres se conscientizem da importância do seu dia rosa. Toda mulher tem que ter o seu dia rosa para realizar a mamografia", disse. A diretora executiva do Grupo Despertar, Maria Eleni Bezerra Mesquita, acrescentou que quanto mais cedo adoença for diagnosticada maiores as chances de cura. "Todas nós do Grupo Despertar (75 mulheres) já tivemos a doença e sabemos da importância do diagnóstico precoce. Hoje, o grupo trabalha para dar apoio emocional e físico para quem está passando pelo tratamento e o dia de hoje é muito importante para ajudar na conscientização de todas as mulheres", disse. Luta Um lei federal de 2008 garante às mulheres a partir dos 40 anos de idade o direito de fazer uma mamografia por ano pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A presidente da Rede Feminina Contra o Câncer (RFCC), Socorro Aguiar, alertou sobre a importância de se garantir esse direito, mantendo mamógrafos em todos os estados do país. "A lei existe, mas a dificuldade está na falta de mamógrafos no país. Nós temos que lutar para que esse direito seja garantido", disse. O MOSSOROENSE HEMOCENTRO PRECISA DE DOAÇÕES DE SANGUE DE TODOS OS TIPOS, EM ESPECIAL O FATOR RH NEGATIVO O Hemocentro está necessitando de doações de sangue de todos os tipos, no entanto, o fator sanguíneo RH negativo está com estoque de bolsas esvaziado. O órgão pede que doadores antigos e novos compareçam em um dos pontos de coleta de sangue na cidade. Além de ajudar o próximo, o doador se beneficiará com a obtenção de exames gratuitos. Na ocasião, serão realizados 11 exames sorológicos, com isso, o doador receberá um levantamento minucioso da saúde. Para doar sangue é necessário que a pessoa deva ter entre 18 e 65 anos, possuir, no mínimo, 50kg, está aparentemente bem de saúde, pois até mesmo uma gripe ou resfriado impossibilita a doação, não estar grávida ou amamentando e levar um documento de identificação com foto. As doações podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, no Hemocentro, que fica localizado ao lado do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) ou nos sábados, das 7h às 11h. Como também na unidade móvel, estacionada defronte a Câmara dos Vereadores de Mossoró, das 7h às 17h. JORNAL DE FATO AMBULÂNCIAS ESTÃO EM NATAL HÁ 3 MESES 24 ambulâncias enviadas pelo presidente Lula no dia 9 de junho passado para interiorizar o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU), estão no pátio do Complexo Tático Operacional do Batalhão de Choque, na Avenida Prudente de Morais, em Natal. A expectativa é que estas ambulâncias estejam servindo à sociedade até o final do mês de outubro. As ambulâncias chegaram ao RN antes da infraestrutura mínima para o funcionamento do Samu nas cidades do interior. "O prazo para a entrega das ambulâncias pelo Ministério da Saúde era outro. Não podíamos deixar de receber ou iríamos perder os veículos", diz Selma Santiago, diretora do Consórcio Intermunicipal de Saúde do RN, que irá gerir o Samu no interior. Para funcionar no interior, onde os hospitais têm pouca estrutura e profissionais de saúde, foram criados consórcios regionais nas cidades de Caraúbas, Patu, Alexandria, Pau dos Ferros, Apodi, entre outras. Cidades polos como Mossoró vão receber reforço na Central do Samu para dar suporte às unidades regionais do SAMU na região Oeste. O prazo inicial para os Consórcios está funcionando era setembro, mas não pôde ser cumprido. Nesse primeiro momento, as ambulâncias irão atender uma região de 60 municípios. Além do Oeste, seriam atendidos também toda a região entre Macau a Baía Formosa. A central de regulação, em Macaíba, será ampliada e bases de apoio serão criadas em 20 dos municípios desta região. Nas demais regiões, o RN foi dividido em três - ficarão sob a influência das centrais em Mossoró, englobando o Alto Oeste e Currais Novos, responsável pelo Seridó e arredores. Mossoró será ampliado e Currais Novos ganha uma central nova. Nestas duas regiões terão 53 municípios com bases de apoio, como é o caso de Caraúbas e Patu. A seleção e capacitação dos profissionais já começaram há meses. Serão necessários 900 profissionais. Uma seleção temporária, enquanto não é feito o concurso público, está em andamento, com o edital a ser publicado nos próximos dias. "Tão ou mais importante do que ter estrutura é ter pessoal qualificado", diz Selma Santiago. Mesmo com os investimentos, a estrutura existente ainda é precária. Faltam médicos e equipamentos. No caso, o Governo Federal está investimento 21 milhões e o Governo do Estado outros 13 milhões. E as 24 ambulâncias que estão são apenas a primeira etapa de 77 ambulâncias que serão entregues até o final do ano no interior do RN. CORREIO DA TARDE REUNIÃO DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL COM SERVIDORES DA SAÚDE É REMARCADA Os servidores municipais da saúde mostraram que a greve pode esquentar ainda mais. Depois da assembléia na tarde desta segunda-feira (04) no auditório do Sinte, a categoria saiu em passeata até a Prefeitura conseguindo uma audiência para hoje (05), que não aconteceu, uma vez que a exigência de unir o Sindsaúde e o Sinsenat na mesma reunião não foi aceita pelo titular da Secretaria Municipal de Saúde, Kalazans Bezerra. Os servidores se concentraram na Câmara para impedir que a votação do projeto fosse feita sem o conhecimento deles. A reunião foi remarcada para as 15h, porém se a negociação não caminhar, a a greve continua por tempo indeterminado. Na assembléia dos sindicatos, os trabalhadores avaliaram a estratégia da Prefeitura de dividir o movimento e tentar fazer com que o projeto seja votado sem as devidas alterações. Foi votada também a necessidade de se estabelecer um calendário que dê visibilidade ao movimento. Amanhã (06), haverá um Ato Público contra as terceirizações e privatizações efetuadas pela administração municipal, no posto de Cidade da Esperança, a partir das 9h. Na última sexta (01), representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Natal (Sinsenat) e do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde-RN), realizaram mobilização no Posto de Saúde do Parque das Dunas. Os representantes dos sindicatos constataram a falta de material hospitalar e de higiene, além de condições de trabalho precárias na unidade. A greve completa 25 dias hoje. Segundo a presidente do Sinsenat, Ana Maria da Silva, a prefeitura passará a pagar R$ 28 por um hemograma que custava R$ 0,80 anteriormente. A Secretaria de Saúde fechou acordo com o laboratório DNA Center, onde serão feitos todos os exames de sangue a partir de agora. "A prefeitura começou a retirada das máquinas de hemograma de todas as unidades de saúde", garantiu. Os servidores reivindicam, entre outros pontos, melhores condições de trabalho e o atendimento das solicitações enviadas à Câmara Municipal. "A greve continua por tempo indeterminado até que sejam resolvidas as pendências dos servidores da saúde", ressalta Ana. Outro ponto apontado por ela é a demanda ambulatorial externa, em unidades como a Maternidade das Quintas, que não está sendo atendida pelos 30% dos servidores que continuam trabalhando. Apenas os procedimentos de urgência e emergência estão sendo realizados no local. Para os funcionários, a greve é a única forma de chamar a atenção do governo municipal. "O médico, para trabalhar bem, precisa da equipe. Precisamos ser valorizados", dizem os servidores. Privatização Segundo Célia Dantas, coordenadora do Sindsaúde, os trabalhadores vêm denunciando a política de privatização sem qualquer planejamento da Prefeitura de Natal, iniciada com as cooperativas médicas e com a terceirização dos serviços de ASG e vigilância. A ação teve continuidade com a construção das Unidades de Pronto Atendimento e posterior entrega para a administração privada, além de convênio com empresa de serviços laboratoriais, excluindo trabalhadores e equipamentos da rede básica do processo. Na última sexta-feira (01) foi publicada no Diário Oficial um convênio com Organizações Sociais para gerenciar cinco unidades básicas de saúde. "O Sindsaúde sempre defendeu um programa de saúde pública de qualidade e por isso conclama a todos para se manifestar contra esse quadro absurdo que se desenha na administração de nosso município", concluiu Célia. GERÊNCIA DA SAÚDE REALIZA AÇÕES RELATIVAS AO DIA DO IDOSO A Gerência Executiva da Saúde, através do Programa de Atenção á Saúde do Idoso, realiza ações alusivas ao dia Nacional e Internacional do idoso, durante o mês de outubro. As Unidades Básicas de Saúde, desde ontem até o dia 08, estarão realizando palestras, oficinas com panfletagem sobre os mitos e preconceitos na terceira idade, informando a população sobre o processo natural de envelhecimento para assim contribuir com a eliminação de preconceitos. No decorrer deste mês, segundo a gerente Jaquelin e Ferreira, os grupos hiperdia (hipertensos e diabéticos) estarão com uma programação recreativa com educadores físicos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), caminhadas nos bairros e passeios nos pontos turísticos de nossa cidade. Nos dias 05, 08, 15, 22 e 29 haverá capacitação para os agentes comunitários de saúde sobre a prevenção de quedas na terceira idade com a terapeuta ocupacional Evanilse Fernandes e a fisioterapeuta Lara Yanne de Medeiros. O objetivo dessa capacitação será preparar os agentes comunitários da saúde para identificação de riscos de quedas, contribuindo para uma conduta adequada de orientação ao idoso e a sua família, visando o auto-cuidado e o estabelecimento de um ambiente seguro. Serão trabalhados aspectos intrínsecos, que se relacionam com as próprias alterações fisiológicas do avançar da idade, com o uso de medicações psicotrópicas, como também aspectos que se visualizam nos obstáculos ambientais em casa e na rua. Com medidas simples de prevenção poderão ser evitados sérios problemas provocados por quedas que comprometem a capacidade funcional do idoso, já que de acordo com estatísticas do Ministério da Saúde um em cada dez quedas resultam em ferimento sério ao idoso, como fratura de fêmur. Nesse sentido, a preocupação com a prevenção se torna de grande relevância, destacando que apesar do município de Mossoró está com a taxa de internação por fratura de fêmur dentro do que foi pactuado pelo Ministério da Saúde, observou-se um aumento ne ssa taxa no ano de 2009, registrando um total de 31 fraturas, o que requer uma atenção maior, daí a necessidade da realização dessa capacitação. Assessoria de Comunicação do Cremern Telefone: 4006-5343 Contatos: Casciano Vidal: 9990-1473 Ana Carmem: 9909-4100
 
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