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MORRE EM SÃO PAULO UM DOS FUNDADORES DO SUS - Leia mais notícias no Clipping Cremern 19/07/2010
TRIBUNA DO NORTE MORRE EM SÃO PAULO UM DOS FUNDADORES DO SUS Em nota divulgada no final da noite de ontem, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lamentou e disse estar triste pela morte do secretário de Saúde do Estado de São Paulo, o médico sanitarista Luiz Roberto Barradas Barata, 57 anos. Barradas, um dos fundadores do Sistema Único de Saúde brasileiro (SUS), morreu às 20h50 deste sábado, no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, vítima de um infarto do miocárdio. Mais tarde, na madrugada deste domingo, o governador de São Paulo, Alberto Goldman, também divulgou pronunciamento oficial lamentando a morte de Barradas e afirmando que o secretário era "homem íntegro, que dedicou toda a sua vida a melhorar a saúde das pessoas" e que o fato representou "uma grande perda para todos nós brasileiros". O ministro da saúde classificou o secretário, em seu comunicado, como um "destacado sanitarista e competente gestor". Lembrou que Barradas dedicou boa parte de sua vida ao fortalecimento do SUS. "Por seus serviços prestados à saúde pública brasileira, recebeu do Ministério da Saúde, no ano passado, a medalha de Mérito Oswaldo Cruz", afirma a nota. Temporão ainda disse compartilhar "desse momento de dor com seus familiares e com os colegas da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a qual Barradas comandou com muita seriedade e responsabilidade, sempre visando o aprimoramento dos serviços de saúde pública e o bem estar da população". HIPOCONDRIA: DOENÇA OU SOFRIMENTO IMAGINÁRIO? Quantos de nós já não encaramos uma situação onde alguém é ridicularizado, simplesmente pelo fato de ser um hipocondríaco. Na verdade ser hipocondríaco, não significa querer tirar proveito de uma situação, nem tão pouco ser mentiroso. O hipocondríaco na verdade é um indivíduo portador de um transtorno, classificado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), no CID X (Código Internacional de Doenças Xª edição), como um Transtorno Somatoforme, com o código F 45.2 = Transtorno Hipocondríaco. Trata-se de um transtorno sério, que não somente atinge o seu portador, mas toda a família e pessoas próximas do mesmo. Esse transtorno atinge, segundo dados americanos, de 6% a 9% da população, em geral, adultos e de ambos os sexos. A hipocondria caracteriza-se pela interpretação errônea que a pessoa faz de sintomas, muitas vezes, banais. Preocupado excessivamente com a saúde, o hipocondríaco tende a relacionar sintomas rotineiros para qualquer pessoa, como: uma dor de cabeça, uma cólica, um mal estar gástrico, todos passageiros, a doenças graves, saindo em busca de tratamento, independentemente das evidências que negam a existência de qualquer mal. Podemos dizer que a hipocondria é um estado psíquico onde o indivíduo tem plena convicção, sem fundamento algum, de estar acometido de uma ou mais patologias, a (s) qual (is) normalmente de prognóstico gravíssimo(s). Tal situação, faz com que o hipocondríaco construa um imaginário que consta de: um medo irracional de morrer; uma obsessão com sintomas físicos e defeitos irrelevantes; auto-observação freqüente do próprio corpo, em busca de possíveis sinais ou falhas e por fim chegando ao cumulo de desconfiar do diagnóstico elaborado pelos médicos, a quem consulta, bem como dos resultados de exames complementares. Em suma: “o hipocondríaco valoriza por demais sintomas que passariam desapercebidos para qualquer outra pessoa”. Tal transtorno psiquiátrico, é responsável por uma grande demanda de indivíduos saudáveis clinicamente e laboratorialmente, aos serviços médicos, tanto de urgência como de ambulatório, com a mesma reclamação, ou seja que estão padecendo de doenças muito graves, e necessitam de atendimento urgente. Tais pacientes, após: a- uma vasta investigação clínica (muitas vezes por vários especialistas), b- a realização dos mais diferentes exames, c- a exposição a procedimentos mais invasivos, todos com resultados negativos, não indicando nenhuma doença, continuam inconformados não acreditando no que escutaram ou viram. Inconformados tal resultado, começam um novo ciclo de busca de outros profissionais e exames, na expectativa de encontrar o diagnóstico sobre o(s) mal(es) que supostamente os acomete. Nestes casos, a procura será em vão, e é neste momento que na verdade o indivíduo pode estar iniciando uma doença verdadeira, a hipocondria, apesar do mesmo não imaginar tal situação. A hipocondria ou a ‘mania de doença’, como popularmente é mais conhecida, se caracteriza primordialmente pela hipervalorização de sintomas comuns e rotineiros, perfeitamente normais, que fazem parte da vida de qualquer indivíduo. Enquanto a maioria dos indivíduos não dá importância, ignora ou popularmente “não dá bola para o fato” (sintomas comuns e rotineiros), o hipocondríaco imediatamente passa a relacionar esses sintomas a enfermidades graves, com o agravante de não aceitar o(s) diagnóstico(s) que contrariam as suas “hipóteses diagnosticas”. Apesar do transtorno somatoforme do tipo hipocondríaco, muitas vezes ser objeto e motivo de piadas e brincadeiras, o certo é que esse transtorno não é nada agradável para o seu portador, que não tira nenhuma vantagem de tal situação. Além do que, o portador do transtorno tem um prejuízo significativo: na relação familiar, profissional, educacional e social; na relação com os profissionais de saúde; com as “doenças” que jamais teve e, como conseqüência, não consegue desfrutar a vida e ser feliz, pelo contrário, sofre em demasia com seu estado de doente imaginário. Quanto ao diagnóstico desse transtorno, ao contrário do que parece não é tão simples, se faz necessário uma investigação minuciosa, para a elaboração de um diagnóstico diferencial com outras patologias. O médico assistente, de acordo com as informações do paciente, após minuciosa anamnese/exame clinico, e de posse dos exames complementares necessários, constatando que o mesmo não é portador de nenhuma patologia, aí sim deverá comunicar, com toda a sua habilidade, ao paciente, que não há nada de errado com a sua saúde, da forma como o paciente esperava. No entanto essa conclusão, é que firmará o diagnóstico do paciente, de hipocondria, tal notícia provavelmente desencadeará no mesmo reações do tipo: dúvida; incredulidade; questionamento do diagnóstico médico, podendo até mesmo chegar à indignação com a constatação que, em princípio, deveria ser recebida com alívio (não estou doente). Bem por hoje é só, concluiremos o artigo na próxima semana, um bom fim de semana a todos. IMAGEM DE SANTA PERCORRE HOSPITAIS A imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima visitou hospitais e instituições de caridade de Natal na manhã de ontem. Por volta das 8h da manhã, a imagem chegou ao Hospital Infantil Varela Santiago, que recebe crianças portadores de câncer de todas as regiões do Estado. A emoção dos pacientes e funcionários marcou a passagem da santa pelo local. Levada por representantes do Grupo Arautos do Evangelho, a imagem de Nossa Senhora de Fátima percorreu enfermarias e UTI, para levar palavras de fé e conforto àqueles que estão doentes. Como foi o caso de João Vitor Santos, sete anos. Há dois anos ele luta contra a leucemia e já perdeu as contas de quantas vezes ficou internado no hospital. Para a avó da criança, Maria da Conceição da Silva, a presença da santa foi um sinal de que o neto dela será curado. “Quando eu vi a santa lá embaixo, eu chorei de emoção. Ela sempre nos ajuda. Tenho certeza que ela vai interceder pelo meu neto na hora do transplante e ele vai ficar curado”, disse emocionada Maria da Conceição. O pequeno João Vitor, que há dois meses está internado, recebeu de um dos seminaristas uma medalha milagrosa. “Eu pedi para deixarem a santa aqui no hospital, mas não podia. Mas me deixaram a medalha de presente e vou ficar perto dela para sempre”, disse Vitor. A voluntária Maria de Fátima Sales era uma das mais emocionadas com a presença da imagem de Nossa Senhora de Fátima. “A santa veio para cá porque sabe que a nossa necessidade aqui é grande. Ela vai ajudar essas crianças, tenho fé”, disse Fátima, que é devota da santa. A imagem peregrina ficou pouco mais de uma hora no hospital. Na hora da saída, um grupo de pessoas esperava pela santa na porta do hospital. Sob aplausos ela foi conduzida até o carro e foi levada para a Igreja de Nossa Senhora Aparecida, em Neópolis. Ao meio dia foi realizada uma celebração na Capela de Santana, em Capim Macio. Durante a tarde, a imagem visitou outras instituições. Fechando a programação, a noite foi realizada uma missa, às 19h30, em Neópolis. De Natal, a imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima foi levada para Recife e depois voltará para São Paulo. São quatro as imagens peregrinas, confeccionadas sob a supervisão da Irmã Lúcia, feitas em cedro brasileiro, e percorrem o mundo inteiro espalhando a Mensagem de Fátima pelo mundo inteiro. CATARATA: MAIOR CAUSA DE CEGUEIRA REVERSÍVEL Com o avançar da idade, alguns mecanismos do organismo humano começam a apresentar defeito. E com os olhos a história não é diferente. Visão turva e embaçada, sem foco, com cores pálidas e sem brilho... Se você ou algum parente seu reclama desses sintomas, e já é sexagenário, o motivo pode ser catarata, doença que atinge 40% da população na faixa etária entre os 65 e 75 anos. Apesar da incidência maior ser na faixa etária acima, os primeiros sinais da doença começam a aparecer por volta dos 38 e 42 anos. É preciso estar atento aos sintomas: visão embaraçada, dificuldade de focalização, falta de nitidez nas cores e maior sensibilidade à luz. A catarata é a maior causa de cegueira reversível do mundo e, embora seja alta a incidência da doença, há um grande déficit na realização de cirurgias no sistema público de saúde brasileiro, onde cerca de 500 mil procedimentos deixam de ser realizados a cada ano. O oftalmologista Cyro Bezerra esclarece serem altos os índices da catarata em países tropicais devido os efeitos nocivos da radiação ultravioleta. “Aqui no nosso Estado a situação é semelhante, exatamente pela forte radiação”, diz ele, acrescentando ainda que no Rio Grande do Norte as estatísticas seguem a média nacional. A catarata se divide em quatro tipos: senil, congênita, traumática e secundária. A mais comum é a senil, relacionada diretamente com o avanço da idade. A partir dos 60 anos, aumenta de forma significativa a probabilidade de se desenvolver a doença. A catarata congênita se manifesta ainda na infância, podendo surgir do nascimento até os dez anos de idade. Já a traumática está relacionada com lesões oculares, sejam elas perfurantes ou não. Há também a catarata que se manifesta em decorrência de doenças sistêmicas, como a diabetes, e também oculares, como o glaucoma, além do uso de certos medicamentos, por via oral ou em forma de colírios. É o tipo secundário. Com relação a ingestão de remédios, os corticóides são grandes vilões, pois, além de poder provocar catarata, também podem aumentar a pressão intra-ocular. Cirurgia é o método mais eficaz de tratamento O tratamento mais eficaz para curar a catarata é mesmo a cirurgia. Técnicas e equipamentos estão cada vez mais avançados, e quem ganha com isso é o paciente. Segundo o oftalmologista Cyro Bezerra, as principais inovações estão nos tipos de lentes intra-oculares e nos aparelhos utilizados nos procedimentos, que garantem mais segurança e um retorno mais rápido às atividades cotidianas, trabalho, estudos. O oftalmologista destaca a facoemulsificação, por apresentar melhor resposta em qualidade cirúrgica. A técnica promove a “quebra” da catarata por emissão de ultrassom de alta frequência e aspiração da área afetada. “Quanto às lentes, hoje já disponibilizamos alguns tipos que devolvem a boa visão tanto de longe quanto para perto, corrigem astigmatismo e têm maior proteção ultravioleta, resultando em melhor qualidade visual e melhor restabelecimento visuais dos pacientes”, comenta Cyro Bezerra. O aparelho usado nesse tipo de procedimento é o facoemulsificador e integra ele uma espécie de “caneta” emissora de ondas ultrassônicas capazes de triturar o cristalino com catarata. Após a aspiração dos fragmentos é implantada uma lente artificial em substituição ao cristalino, melhorando a capacidade de focalizar do olhos. Geralmente, o procedimento é rápido e indolor, com pequenas incisões, mas sem pontos e suturas. A anestesia é feita através de colírio específico, na maioria das vezes. A recuperação da visão já é sentida pelo paciente, na maioria das vezes, nas primeiras 24 horas pós-cirurgia. A dona de casa Edeilda Xavier fez a cirurgia de catarata há uma semana e se diz bastante satisfeita com o resultado. “Já estou enxergando muito melhor. Posso sentir a diferença”, diz ela. Proteção aos olhos A catarata pode ser causada por uma série de fatores entre eles problemas genéticos, metabólicos, nutricionais e agressões ambientais como a exposição excessiva à luz solar — e numa cidade como Natal, com altos índices de radiação ultravioleta, há de se ter bastante cuidado. Daí, a importância de se proteger bem os olhos, principalmente fazendo uso de óculos escuros tecnicamente corretos, ou seja, com lentes de ação comprovada contra os raios UVA e UVB. O oftalmologista Israel Monte considera os óculos escuros grandes aliados na prevenção de doenças da visão — desde que obedecidas as especificidades técnicas, é claro. Na sua opinião, é crescente o interesse das pessoas por óculos seguros. “Ao longo de minha carreira, tenho notado que as pessoas estão mais preocupadas com a qualidade dos óculos. E isso é importante, pois eles estão presentes em todos os tratamentos que dizem respeito à proteção dos olhos”, avalia Israel. Bate-papo: Cyro Bezerra - Oftalmologia O que é catarata e quais seus principais sintomas e prejuízos para o cotidiano dos portadores? É o processo de senilidade do cristalino humano que ocorre em todos os pacientes que têm boa longevidade. Os principais sintomas são embaçamento visual associado à visão de halos aos redores de luzes, dificultando em reconhecer parentes e ou coisas do seu cotidiano acima de seis metros, bem como perda da visão total nos casos de cataratas mais avançados. Os prejuízos são muitos, haja vista as atividades laborais deixam de serem cumpridas com maior destreza e, às vezes, até impedindo-as, o que pode levar a perda de auto-estima e de colaboração com a sociedade. Como se prevenir da catarata? O uso de óculos com proteção UVA e UVB, associado ao uso de quebra-sóis (boné, chapéus). Tratar ou prevenir doenças associadas, tais como diabetes mellitus, artrite, uso indiscriminado de medicamentos psicoterapêuticos de forma indiscriminada, bem como corticóides, doenças do trabalho, tais como: catarata dos sobradores de vidro, trabalhadores de caeira de altos fornos, sem os devidos EPIs (equipamentos de proteção individual). Os jovens que costumam praticar esportes radicais deverão usar proteção ocular adequada, bem como os motociclistas que deverão sempre andar de capacete e viseira baixa. As mulheres grávidas deverão seguir à risca seu pré-natal com objetivo de evitar viroses, rubéola e uma posterior catarata congênita, bem como o uso de álcool, fumo e outras drogas durante o primeiro trimestre da gestação. Há algum grupo mais propício a desenvolver os sintomas da catarata? Estudos norte-americanos mostram que os pacientes entre 65 a 75 anos são portadores de 33% de algum grau de catarata e a cada década aumenta esta incidência, principalmente nos portadores de diabetes, nos asmáticos em uso crônico de corticóide, nos pacientes reumáticos e nefropatas. É POSSÍVEL UM SALTO DE QUALIDADE NA SAÚDE? É possível um “salto de qualidade” na saúde pública? Que propostas o/a senhor (a) teria para tornar isso possível? Os três principais candidatos ao governo do Estado responderam a esse questionamento enviado pela TRIBUNA DO NORTE, afirmando que sim, é possível sanar aquele que é considerado um problema praticamente crônico pela sociedade – a Saúde Pública. E propostas não faltam. O governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), que pleiteia a reeleição e encabeça a coligação “Vitória do Povo”, por exemplo, ressaltou os avanços já obtidos no setor, mas enfatizou que, a seu ver, o salto de qualidade começa a partir um novo pronto-socorro em Natal com capacidade atendimento de 350 leitos, sem prejuízo de uma readequação do Walfredo Gurgel. Não há como deflagrar um salto de qualidade, sem ampliar o serviço de urgência. “Qualquer solução interna é paliativa”, disse ele, lembrando ser imprescindível o fortalecimento dos hospitais regionais e acelerar a estadualização e a universalização do SAMU. O candidato da coligação “Coragem para Mudar”, Carlos Eduardo Alves (PDT), aposta que a solução para o problema da Saúde no Rio Grande do Norte passa por três grandes frentes: regionalização das ações de Saúde; apoio à Emenda Constitucional 29 (que estabelece os percentuais a serem gastos na saúde pelas três esferas do governo – União com 10%, Estados 12% e Município 10% da sua receita); e pactuação com os gestores municipais para implementação das ações. “A Saúde não pode ser pensada isoladamente, mas inserida num planejamento de desenvolvimento social com ações integradas na Educação, Infraestrutura, Saneamento Básico, Habitação, Urbanismo e Transporte, enfim, em todas as secretarias”, opinou o pedetista. A candidata da oposição e da coligação “A Força da União”, senadora Rosalba Ciarlini (DEM), disse que sente uma “falta de gestão na Saúde, principalmente no interior”. Ela observou a necessidade de se apoiar os serviços no intuito de oportunizar a saúde básica no interior. Para isso, garantiu que, se eleita, vai criar o programa “Município Saudável em todo RN”. “Teremos 10 metas. Vamos premiar quem atingir essas metas, dar um selo de qualidade e os profissionais serão reconhecidos pelo mérito. Com investimento, planejamento e boa gestão é possível conseguir fazer os hospitais regionais funcionar”, disse Rosalba. Ficha: Rosalba Ciarlini "A Força da União” Data de Nascimento: 26.10.1952 Estado Civil: Casada Naturalidade: Mossoró Formação: Médica Partido: DEM Coligações: “A Força da União” (DEM/PSDB/PMN/PSC/PTN/PSL) Eleições disputadas: Elegeu-se prefeita do município de Mossoró, pela primeira vez, em 1988; em 1996 foi a escolhida para comandar a cidade mais uma vez, tendo sido reeleita quatro anos mais tarde, em 2000; em 2006, foi eleita senadora do Estado. “É possível sim. Fiz isso quanto estive no poder executivo e recebi um prêmio da Organização Mundial de Saúde pela implantação da primeira Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Brasil que hoje serve de modelo para todo país. Da Fundação Getúlio Vargas e Fundação Ford, recebi o reconhecimento à execução de políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população. Mossoró durante minha gestão teve a saúde municipal considerada pela OMS como a 13ª melhor do Brasil. Priorizei o saneamento básico ampliando de 8% para mais da metade da cidade. Como governadora, pretendo trabalhar para ampliar o saneamento do RN para pelo menos 80%. Considero saneamento essencial para a melhoria da qualidade de vida e redução das doenças do cidadão. Cada 1 real que é investido em saneamento básico ganha-se 4 na redução dos custos hospitalares. O que sinto na saúde é que falta gestão, principalmente no interior. Os hospitais regionais estão desestruturados e precisando de investimentos. Cada região precisa ter os hospitais regionais funcionando para que novas estruturas sejam acopladas nessas unidades, como uma UTI, por exemplo. Nós precisamos oferecer incentivos aos profissionais da saúde criando mecanismos para que eles tenham atrativos para ir trabalhar no interior e assim fazer com que a saúde funcione. Como governadora, vou criar programas itinerantes para suprir a demanda reprimida com relação a cirurgias eletivas. Para se ter uma idéia o RN é o estado brasileiro que lidera problemas ligados a visão. Existem hospitais neste estado que há 10 anos não realiza um parto. É um fato inexplicável. Nós precisamos apoiar os serviços para que possamos ter a saúde básica acontecendo nos municípios. Para isso vamos criar o programa Município Saudável em todo RN. Onde teremos 10 metas. Vamos premiar quem atingir essas metas, dar um selo de qualidade e os profissionais serão reconhecidos pelo mérito. Com investimento, planejamento e boa gestão é possível conseguir fazer os hospitais regionais funcionar. Nós vamos investir na saúde não só cumprindo o que determina a lei. Vamos fazer mais; priorizando a saúde como uma das principais necessidades básicas do cidadão. Com o estudo de cada região vamos suprir a demanda e com isso desafogar os hospitais da capital. Como sou médica e tenho experiência como diretora de hospital e presidente de cooperativa médica é uma área que eu conheço bem, e sei que quem precisa de atendimento nos hospitais estaduais sofre e sofre muito. Vou trabalhar pra fazer a saúde do RN acontecer.” Ficha: Carlos Eduardo Nunes Alves "Coragem para Mudar" Data de Nascimento: 5 de junho de 1959 Estado Civil: Casado Naturalidade: Rio de Janeiro Formação: Direito Partido: PDT Coligação: “Coragem para Mudar” (PDT/PC do B) Eleições disputadas: Elegeu-se deputado estadual pelo PMDB em 1986 e continuou na Assembleia Legislativa por mais três mandatos consecutivos (1990, 1994,1998). Em 2000, foi eleito vice-prefeito de Natal. Em 2002, quando Wilma de Faria renunciou ao cargo para se candidatar ao Governo do Estado, assumiu a prefeitura e, em 2004, se reelegeu no cargo de prefeito de Natal. “Nós entendemos que a solução para o problema da Saúde no Rio Grande do Norte passa por três grandes frentes: regionalização das ações de Saúde; apoio à Emenda Constitucional 29 (que estabelece os percentuais a serem gastos na saúde pelas três esferas do governo – União com 10%, Estados 12% e Município 10% da sua receita); e pactuação com os gestores municipais para implementação das ações. Discutimos amplamente esse tema nos três seminários que realizamos durante a pré-campanha e afirmamos no nosso Programa de Governo o compromisso de: criar centros de diagnóstico vinculados a centros de atendimento de média e alta complexidade nas regionais de Saúde; implantar serviços ambulatoriais de pequenas cirurgias distribuídas nas macrorregiões; implantar um serviço hospitalar especializado no atendimento a transtornos decorrentes do álcool e das drogas; e construir um novo hospital terciário capaz de realizar cirurgias de alta complexidade, entre muitos outros pontos. É preciso dizer, entretanto, que a maioria das soluções já estão desenhadas no Pacto da Saúde de 2006, e que cabe ao governador do Estado ter a capacidade política de articular com os gestores municipais a implementação de pactos com o objetivo de descentralizar o atendimento. As regionais precisam ter hospitais com gestão autônoma, bons equipamentos, laboratório eficaz, medicação necessária, e, o mais importante, uma escala de profissionais de saúde sem furos. Nós iremos aumentar a capacidade de investimentos do Estado para 10% (hoje está em 3,8%) e cumprir a Emenda Constitucional 29 de aplicar 12% da receita própria em ações exclusivas da Saúde. Só a descentralização irá melhorar a qualidade do serviço, diminuir as filas de espera, acabar com a perigosa e ineficiente “ambulancioterapia” e desafogar os hospitais da capital. A Saúde não pode ser pensada isoladamente, mas inserida num planejamento de desenvolvimento social com ações integradas na Educação, Infraestrutura, Saneamento Básico, Habitação, Urbanismo e Transporte, enfim, em todas as secretarias. Esse planejamento só será levado a cabo por um governador sério e competente, que está propondo um novo ciclo de mudanças com uma gestão austera, eficaz e longe das politicagens. É o meu compromisso”. Ficha: Iberê Paiva Ferreira de Souza “Vitória do Povo” Data de Nascimento: 27 de fevereiro de 1944 Estado Civil: Casado Naturalidade: Natal Formação: Bacharel em Direito Partido: PSB Coligação: “Vitória do Povo” (PSB/PT/PPS/PTB) Eleições disputadas: Iniciou a carreira política como deputado estadual, eleito em 1970; em 1974 foi reeleito e, em 1985, concorreu, com sucesso, a uma das cadeiras da Câmara de Deputados, tendo renovado o mandato por mais quatro eleições; em 2006 deixa a disputa de deputado federal para concorrer, ao lado da ex-governadora Wilma de Faria, ao cargo de vice-governador. Assume o governo estadual, em 2010, com a desincompatibilização da candidata ao Senado. “A ação na área de saúde pública capaz de promover um salto de qualidade começa com um novo pronto-socorro em Natal com capacidade atendimento de 350 leitos, sem prejuízo de uma readequação do Walfredo Gurgel. Não há como deflagrar um salto de qualidade, sem ampliar o serviço de urgência. Com duas unidades especializadas, há como oferecer atendimento de melhor qualidade. O Walfredo Gurgel, sendo o único, não suporta. Qualquer solução interna é paliativa. É imprescindível fortalecer os hospitais regionais, acelerar a estadualização e a universalização do SAMU para o deslocamento assistido nos casos de urgência e emergência. Chegaremos com esse serviço, até o final deste ano, a todos os municípios do Estado. Outras ações na saúde são urgentes. É inadiável, por exemplo, a estadualização da distribuição de medicamentos aos pacientes portadores de doenças crônicas. A expansão da Unicat já está ocorrendo, mas deve avançar ainda mais. Quero levar esse serviço para as 15 cidades mais populosas do Estado (em cada região, pelo menos uma cidade terá uma central de distribuição de medicamentos). O Governo Lula é um exemplo de salto de qualidade no serviço público de saúde com criação das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento), com capacidade de atender a duzentos pacientes por dia. Defendo a construção de UPAs nas cidades onde se concentram as maiores populações: Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba, Caicó, Assu, Currais Novos, São José do Mipibu, Santa Cruz, João Câmara, Canguaretama, Macau e Pau do Ferros. O Governo do Estado fará a parceria necessária com a União e prefeituras para que todas essas cidades contem com os serviços de, pelo menos, uma Unidade de Pronto Atendimento. As ações na saúde só serão modificadoras e empreendedoras se passarem, também, pela realização de concursos públicos para a formação segura de quadros especializados, do atendimento primário ao mais complexo. Saúde é qualificação e qualificação exige profissionalização com remuneração justa. O salto na qualidade do atendimento na saúde pública é possível, sim. Minha experiência como gestor me ensinou que as soluções não se encontram em propostas mirabolantes ou irreais. É preciso, acima de tudo, agir com responsabilidade e determinação. A saúde tem sido – e continuará sendo – uma prioridade desafiadora: para a União, estados e municípios.” DIÁRIO DE NATAL CARTILHA ORIENTA SOBRE A COMPRA DE REMÉDIOS Documento tem dicas para identificar quando o produto é verdadeiro e evitar riscos para a saúde do consumidor Comprar medicamentos não é tão simples quanto escolher um sapato ou uma roupa. Concorda? Mesmo assim, a maioria das pessoas sai mais rápido da farmácia do que das lojas dos shoppings. Descaso? Desatenção? Desinformação? Pode se dizer que é uma mistura desses fatores que fazem o consumidor levar o remédio para casa sem observar alguns itens de segurança. De olho nos riscos, a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) e o DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor) lançaram uma cartilha com dicas para o consumidor identificar se os medicamentos são verdadeiros ou falsificados. Leitura fundamental para preservar a saúde e evitar problemas como intoxicações e complicações mais sérias que podem levar até a morte. A primeira dica é ficar de olho na embalagem que deve estar lacrada e com a rotulagem em português. A Anvisa alerta que muitos produtos falsificados apresentam erros grosseiros de ortografia no rótulo. É importante comprar remédios em locais seguros, como as farmácias e drogarias que tenham a Autorização de Funcionamento da Empresa (AFE) e a Autorização Especial (AE) para a comercialização de produtos controlados. Evite a compra de medicamentos de ambulantes, em feiras ou pela internet. Além disso, o produto deve ter o número de registro e o nome do fabricante. A funcionária pública Eurídice Ferreira de Lima, 56 anos, é diabética e usa medicamentos de manutenção. Cuidadosa, todos os meses ela procura as farmácias conhecidas e verifica com cuidado as embalagens. "Observo o nome do remédio, a data de validade para ver se está vencida, e se a caixa está lacrada", ensina. Já o porteiro Eliud Marinho, 27 anos, faz pesquisa em vários estabelecimentos e costuma comprar na farmácia que oferece o menor preço. "Às vezes eu observo a embalagem, principalmente o lacre e a validade. Até agora nunca tive problemas", justifica. Medicamento seguro O que deve constar na embalagem: - Nome comercial do medicamento (ausente no caso de genéricos) - Os genéricos devem apresentar a denominação da substância ativa - Nome, endereço e CNPJ do detentor do registro do produto no Brasil - Nome do fabricante e local de fabricação do produto - Número do lote - Data de fabricação (no mínimo mês/ano) - Data de validade (no mínimo mês/ano) - Sigla "MS" seguida do número de registro no Ministério da Saúde. O registro inicia com o número 1 e possui treze dígitos - Telefone do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) - Cuidados de conservação (faixa de temperatura e condições de armazenamento) Fique de olho: - O medicamento deve estar lacrado e a rotulagem deve estar em português - Exija sempre a nota fiscal - Compre medicamentos somente em farmácias e drogarias - Observe a AFE (Autorização de Funcionamento de Empresa) - Exija sempre a presença do farmacêutico - Não compre medicamentos de ambulantes, em feiras ou pela internet DOSES DE ALTO RISCO Automedicação é um dos principais problemas em todos os continentes e preocupa a Organização Mundial de Saúde Todo brasileiro tem uma farmacinha em casa. Ou quem não se lembra daquelas orientações de parentes sobre o que tomar quando sente algo? O que poucos sabem é que todo medicamento pode causar efeitos colaterais, independentemente de ser fitoterápico, com ou sem tarja (quando a receita médica não é exigida). A automedicação é muito comum e também muito perigosa. Pode parecer um recurso mais barato e prático, já que dispensa a consulta com um médico especializado. Mas pode sair muito mais cara ao esconder alguma doença grave ou causar alguma reação inesperada. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que mais de 10% das internações hospitalares são causados por reações adversas a remédios; e o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) afirma que essas drogas ocupam o primeiro lugar entre os agentes causadores de intoxicação. O consumo irregular de remédios está intimamente ligado à prescrição e às vendas irregulares nas farmácias e drogarias, quando este começa a se processar com as costumeiras indicações de parentes e de balconistas dos estabelecimentos comerciais. Antônio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, alerta para os riscos da automedicação na saúde da pessoa: "Qualquer tratamento pressupõe um diagnóstico feito por um médico e uma interferência no tratamento pode acarretar problemas sérios, desde interação medicamentosa até agravamento de doenças pré-existentes, como diabetes e problemas renais, cardíacos e hepáticos". Ineficiência O especialista acusa a ineficiência do sistema público de saúde como um dos culpados por essa prática: "Com os hospitais sempre lotados, a população acaba recorrendo à automedicação para sanar com mais rapidez os sintomas", observa. O Ministério da Saúde coordena o Comitê Nacional para Promoção do Uso Racional de Medicamentos. Segundo o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Jr., consumo racional de medicamentos consiste em recorrer a remédios somente quando forem realmente necessários, em doses adequadas, de acordo com a prescrição médica e até o fim do tratamento. O comitê busca identificar e propor estratégias de articulação, monitoramento e avaliação da promoção do uso racional de medicamentos. Para Nascimento, a automedicação é um mau hábito da população brasileira. "Na verdade é uma conduta de risco, que causa prejuízos para o próprio cidadão e para o sistema público de saúde", afirma o diretor. MALÁRIA // MOSQUITO RESISTENTE A PARASITA Pesquisadores da Universidade do Arizona introduziram gene nas entranhas de mosquito que impede o desenvolvimento do parasita responsável pela malária, segundo estudo divulgado no site PloS Pathogens. Segundo os especialistas, o próximo passo é colocar mosquitos resistentes à malária no meio ambiente. Com a alteração de uma proteína, a comunicação entre as células do mosquito é alterada e a mudança afeta a vida do parasita dentro do organismo do inseto. Os pesquisadores também conseguiram anexar um marcador fluorescente ao gene. CÂNCER DE MAMA // DROGA NÃO PROLONGA A VIDA Autoridades federais de saúde dos Estados Unidos declararam que dois estudos recentes da droga Avastin, do laboratório Roche, não conseguiram demonstrar o mesmo nível de benefício para pacientes com câncer de mama avançado, constatado em uma pesquisa anterior. Os estudos não confirmaram a sobrevida livre de progressão (tempo em que os pacientes vivem sem que a doença piore), constatada em um estudo anterior, segundo o FDA (órgão que fiscaliza alimentos e medicamentos nos EUA similar à Anvisa). DENGUE // CASOS AUMENTAM NO ESTADO A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou boletim sobre a situação da dengue no Rio Grande do Norte. Desde o início do ano foram notificados 3.068 casos em 76 municípios de todo o estado, o que representa um acréscimo de 1,52% em relação ao mesmo período de 2009. Até o dia 10 de julho foram registrados 2.037 casos da doença na grande Natal, nos municípios de Ceará Mirim, Extremoz, Macaíba, São Gonçalo do Amarante e Parnamirim. Somente em Natal foram registrados 1.643 casos. No restante do estado os casos mais preocupantes são os municípios de Tibau do Sul (49 casos), Parelhas (82 casos), Ouro Branco (46), Jardim de Seridó (142), Lajes Pintada (54 casos), Campo Redondo (63 casos), Florânia (55 casos). Nestas regiões, o trabalho de supervisão foi intensificado com a presença de técnicos que vão dar continuidade ao controle vetorial, além de distribuição de material informativo e cartões da prova do laço, capacitação de médicos e uso de carros-fumacê. Em Natal, através do 0800 281 40 31 é possível agendar a visita dos agentes de saúde. A ARTE DE SALVAR VIDAS EM TRÊS ATOS Allan é médico de UTI. Luiz atende no Samu e Ládia tem consultório. Em comum, a paixão pela profissão de Hipócrates Allan Filgueira Sousa e Silva, 28, Luiz Roberto Leite Fonseca, 35, e Ládia Betânia Cavalcante Fernandes, 43, juraram o mesmo que Hipócrates, "aplicar os regimes para o bem do doente segundo seu poder e entendimento", e tornaram-se médicos como o estudioso grego, precursor da ciência que cura. Os três vivem e exercem a profissão em Natal e, embora atuem em áreas diferentes, têm em comum o desejo de ver de volta a esperança e o brilho nos olhos de pacientes que buscam socorro, estejam eles com acne, câncer, enfartados ou fraturados. Allan é cirurgião e trabalha como intensivista no Hospital Walfredo Gurgel. Luiz é obstetra e atua no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ládia, por sua vez, especializou-se dermatologista e atende em um consultório. O ritmo de vida sacrificante é próprio de quem escolheu a medicina como ofício. No caso de Allan e Luiz, o tempo parece ser ainda mais escasso quando o assunto é família ou lazer. O cirurgião está noivo e ainda mora com os pais. "Quem não vive a rotina médica, não entende como é, ainda mais parentes que não são da profissão. Meu pai é mecânico e minha mãe, bancária, por exemplo", comparou Allan. "Muitas vezes, as pessoas não entendem porque ficamos tão irritados e estressados e odiamos ser acordados depois de uma noite de plantão", reclamou. Luiz chega a passar dias fora de casa, já que, além do Samu, tem outros empregos. "Meus dois filhos têm dois e sete anos e sentem muita falta do pai", afirmou. Na última semana, por exemplo, o médico saiu de casa na segunda-feira e, emendando vários plantões, somente retornou na sexta-feira, depois do jogo do Brasil pela Copa do Mundo. "Acabo nem dormindo, prefiro tomar banho e já sair com a minha família para aproveitar o tempo com eles". Já Ládia, mesmo tendo muitos pacientes sob sua responsabilidade, tem no atendimento em consultório uma certeza. "Os fins de semana e as noites são livres", comemora a dermatologista, ainda que pondere que, alguns dias, chega em casa depoisdas 22h, pela quantidade de atendimentos que realiza. Na UTI Allan formou-se em Medicina há quatro anos e atuou durante mais de dois em pronto-socorros. Especializou-se como cirurgião geral e trabalha, atualmente, como intensivista, cuja função é cuidar de pacientes em estado grave que passaram por cirurgia no maior hospital do estado em termos de urgência e emergência. Com uma média de nove doentes por plantão, o jovem médico tem a missão de estabilizá-los e reavaliá-los periodicamente, examinando e medicando sempre que necessário. "Pelo estado de cada um, por terem passado por cirurgias delicadas, o trabalho é triplicado", disse. O médico divide seu tempo entre os 16 plantões mensais (12 horas cada) em UTI cirúrgica e os estudos, já que quer se especializar também em cirurgia plástica. Na experiência em pronto-socorro, Allan aprendeu que, para a área, "tem que ter perfil, ser dinâmico, ágil e flexível nos horários". Ele considera esse tipo de médico como "completo", justificando que é necessário "estar bempreparado" para trabalhar com urgências. "Há colegas que nasceram para estar em clínicas", disse Allan, continuando que prefere a experiência de vida adquirida com as emergências. "É uma vivência diferente de qualquer outra", definiu. Dos pontos negativos do trabalho que tem, o médico citou a remuneração e a espécie de vício pelos plantões. "Até de férias, fazemos 'extra'. Pensamos, muitas vezes, no apartamento para casar ou no carro para trocar", brincou, afirmando que os médicos acabam "vendendo" sua qualidade de vida. PRESSA E SENSIBILIDADE LADO A LADO Luiz é formado há 10 anos, sete deles já dedicados ao Samu. Durante cinco anos, foi coordenador geral do serviço. Trabalha em mais três hospitais e é especialista em obstetrícia de alto risco e terapia intensiva. "De todos os meus empregos, esse é o que paga menos, mas gosto muito do que faço aqui, pelo agradecimento que vem da população, muitas vezes só no olhar, e por ser um instrumento de Deus para salvar vidas", descreveu o médico. No Samu, Luiz atua como regulador, intervencionista e gestor. A primeira função é de receber os chamados telefônicos e transmitir tranquilidade ao mesmo tempo em que orienta o paciente ou familiar que irá fazer os primeiros-socorros. "É aí que priorizamos os casos, de acordo com a gravidade, e organizamos a saída das ambulâncias", explicou. A segunda diz respeito ao atendimento em si. "Quando o caso é grave, o médico sai em um veículo que é uma UTI móvel e faz o necessário para estabilizar o paciente, seja na casa dele ou na rua". Nessa etapa, o médico também é responsável por transportar o paciente de um hospital para outro, nos casos de transferência, garantindo uma locomoção segura. A função de gestor, para Luiz, é a mais difícil, já que o médico do Samu precisa garantir que os hospitais recebam o paciente. "Fazer regulação é uma arte. Em três minutos de conversa pelo telefone, temos que ter a sensibilidade de saber o que está acontecendo com quem ligou. Há pouco tempo, atendi um chamado de um rapaz que se dizia engasgado e, depois de algumas perguntas e observações na voz e na respiração dele, percebi que não tinha mais problemas e, por isso, não necessitava de ambulância. A dor que dizia sentir era apenas o reflexo do esgasgo que teve e que passou, é normal", contou Luiz. DOENÇAS OPORTUNISTAS À ESPREITA Inverno aumenta incidência de certos males, mas cuidados podem evitar que você seja a próxima vítima Quando o tempo esfria é sinal que está para acontecer um festival de espirros e tosses. Nessa época do ano, as chuvas e as temperaturas mais baixas fazem com que apareçam as viroses, bronquites, crises de asma, entre outras doenças do sistema respiratório. Aqueles que têm algum tipo de alergia são os mais sofrem nessa época do ano, quando as roupas ficam mais tempo dentro dos armários acumulando mofo. De acordo com o presidente da sociedade de infectologia do Rio Grande do Norte, Ênio Lacerda, as doenças mais comuns entre os meses de junho e julho são os quadros gripais, faringite, pneumonia, rinite e sinusite. "Aliás, nessa época, umas doenças acabam favorecendo a complicação de outras", disse. Crianças e idosos são as maiores vítimas. Segundo o médico, embora o Nordeste registre temperaturas muito baixas, comparadas às regiões Sul e Sudeste - quando os termômetros chegam a marcar temperaturas abaixo de zero -, o que leva à disseminação das doenças é o comportamento das pessoas. "As pessoas ficam mais confinadas, o que favorece a disseminação. As doenças são mais comuns nas regiões mais frias, como Sudeste e Sul. No entanto, as facilidades de locomoção entre as cidades, através de viagens aéreas, faz com que os virus se espalhe pelo país inteiro. Os voos estão todos lotados e isso é um fator que agrava a situação. Foi isso que aconteceu com a gripe suína. O vírus começou a atingir pessoas no Sul e Sudeste. Depois foi se espalhando pelo país todo. Essa época do ano é marcada por infecções", disse. O médico afirmou que, com a umidade do ar, as pessoas acabam ficando mais próximas umas das outras, o que facilita o contágio das doenças. Além disso, as roupas ficam guardadas mais tempo sem irem ao sol, agravando o quadro das pessoas que sofrem com alergias. O especialista ainda informou que as doenças respiratórias causadas por vírus podem baixar a resistência do organismo - pois atingem o sistema imunológico -, e facilitar a instalação de infecções bacterianas, comoa pneumonia, a otite e a sinusite. Com um sistema imunológico imaturo, as crianças são as que mais sofrem com as doenças respiratórias. Na outra extremidades, os idosos, que ao contrário dos pequenos, possuem um sistema imunológico castigado, além de acumulares problemas de circulação sanguínea, doenças como diabetes, entre outras, são alvos fáceis dos vírus. Para evitar as doenças, o médico recomenda alguns cuidados. Além de manter as vacinas em dia, principalmente as crianças e idodos, as recomendações são semelhantes às divulgadas para evitar a gripe suína. "Lavar as mãos sempre, evitar aglomerações, tomar a vacina contra a H1N1, que é a maior causadora de mortes e procurar ter uma boa qualidade de vida". Tuberculose Segundo o pneumologista Francisco das Chagas, que atende no Hospital Giselda Trigueiro, os casos da doença estão aumentando, consideravelmente, a cada dia. "A tuberculose não é uma doença sazonal, ela atinge em todos os períodos e não faz distinção de classe social. Os mais afetados com a tuberculose são adultos jovens, com idades entre 18 e 40 anos. As pessoas com diabetes também são muito atingidas pela doença". estaçaõ exige cautela l Nos dias mais frios, agasalhe-se antes de sair l Evite o acúmulo de poeira, que desencadeia diversos problemas alérgicos; l Use soro fisiológico para olhos e narinas, em caso de irritação l Evite exposição prolongada a ambientes com ar condicionado l As pessoas com alergia devem ficar atentas e evitar o uso de cobertores que soltam pelos l Evitar permanecer em lugares úmidos, fechados, lidar com papeis, livros e outros objetos que ficaram guardados por muito tempo. l Antes de usar as roupas de inverno, colocá-las no sol e evitar animais dentro de ambientes fechados. l Se alimentar bem e beber bastante líquido HIV // MUDANÇA NO SISTEMA DE TRIAGEM A Sesap informa que, a partir deste mês, o Serviço de Atendimento Especializado (SAE) do Hospital Giselda Trigueiro não mais realiza atendimento de triagem para o HIV. As pessoas que desejarem realizar o teste de diagnóstico deverão se dirigir ao Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) do Centro de Saúde Reprodutiva Leide Morais, que é o Serviço de Referência do Estado para realização do Teste Rápido. O teste para o diagnóstico do HIV é um prático, seguro e com resultado em apenas 15 minutos. Além dele, o Centro realiza aconselhamento, orientações de prevenção, consultas e encaminhamentos para o tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), HIV e Aids. saiba mais O Centro de Saúde Reprodutiva Leide Morais localiza-se na Rua Fonseca e Silva nº 1129, Alecrim, Zona Leste. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, de 8h às 12h e 14h às 17h. - Telefone: 3232-6166. GAZETA DO OESTE LIGA CONTRA O CÂNCER COMPLETA 61 ANOS DE FUNDAÇÃO NO RN A Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer, referência em tratamento do câncer no Rio Grande do Norte e no Nordeste, completou 61 anos ontem, 17. Compromisso social é o emblema que a instituição carrega desde 17 de julho de 1949, época em que foi fundada. A democratização do atendimento e o fácil acesso à medicina especializada são as diretrizes que sustentam a liga. "Apesar das dificuldades financeiras inerentes ao perfil e ao projeto da Liga Contra o Câncer, que conjuga sofisticação técnica com filantropia, a instituição chega aos 61 anos com motivos para comemorar", observa Roberto Sales, superintendente da liga. Formada por cinco unidades - Centro Avançado de Oncologia (CECAN), Hospital Dr. Luiz Antônio, Policlínica, Casa de Apoio Irmã Gabriela, e Hospital Geral do Seridó - a Liga disponibiliza um variado leque de serviços aos pacientes. Radioterapia, medicina nuclear, diagnóstico por imagem, quimioterapia, ambulatórios, laboratórios de análises clínicas, citologia e de patologia clínica, consultórios odontológicos, leitos de UTI e internação, salas de cirurgia, entre vários outros, são exemplos de serviços oferecidos pela instituição, cuja estrutura vem crescendo a cada ano e ganhando qualidade no atendimento, no corpo clínico e no volume de tratamento. São realizados mais de 55 mil procedimentos por mês, dos quais mais de 73% são destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com a arrecadação oriunda do trabalho e de doações, a Liga destina, atualmente, metade dos atendimentos a pacientes da capital e outra parte a pacientes dos demais municípios do estado. Mensalmente, a instituição diagnostica 474 novos casos de câncer, realiza 13.524 aplicações de Radioterapia, 2.658 aplicações quimioterapia, 719 cirurgias, e matricula 2.651 novos pacientes. Extenso leque de serviços - Dentre o leque de serviços oferecidos pela instituição, podemos destacar a Radioterapia, que funciona com equipamento de ponta das 5h às 23h, e que colocou em funcionamento este ano um novo Acelerador Linear, um investimento de R$ 1 milhão e 800 mil que permite a realização de até 100 procedimentos por dia. Ainda no setor de imagem, foi adquirido há poucos dias um aparelho de Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET SCAN), equipamento que utiliza a tecnologia mais moderna oferecida no mercado, com imagens de alta definição e alto contraste. Único no estado, o aparelho, no valor de R$ 2 milhões e 840 mil, foi adquirido com recursos próprios. "A chegada do PET CT confirma a condição de excelência da Liga Contra o Câncer. É motivo de orgulho dizer que o Rio Grande do Norte tem um dos melhores centros de oncologia do Brasil", afirma o superintendente. A instituição possui também um aparelho de esterilização por peróxido de hidrogênio, procedimento moderno para esterilizar materiais hospitalares. É capaz de purificar quase todos os materiais utilizados em hospital, incluindo os termosensíveis, tudo isso sem agredir o meio ambiente. Além disso, os aparelhos de ressonância magnética e ultrassonografia para tratamento oncológico e o Depecom, departamento gestor da área de ensino e pesquisa, também merecem destaque. Outro exemplo de pioneirismo é a construção de uma unidade no Seridó, localizada em Caicó. A nova sede vem para beneficiar a população dos 25 municípios que compõem aquela macrorregião, de modo a interiorizar o atendimento, um sonho antigo da Liga. A unidade terá os setores de oncologia clínica (quimioterapia), além do atendimento ambulatorial em mastologia, cabeça e pescoço, urologia e cirurgia geral, e disponibilizará ainda uma estrutura completa para cirurgias, com 50 leitos para internação, dos quais oito são direcionados para a UTI. O MOSSOROENSE PROBLEMAS FÍSICOS PODEM TER CAUSAS PSICOLÓGICAS No rosto de Priscila apareceu uma mancha que nenhum creme solucionava. Rafael tinha sintomas alérgicos, coceiras, espirros. Nenhum remédio dava jeito. Maria tinha problemas digestivos, mesmo seguindo recomendações nutricionais. Os nomes são fictícios, mas as histórias são reais. Apesar dos sintomas diferentes, os três sofrem da mesma coisa: emoções negativas. Pesquisadores europeus divulgaram recentemente que uma em cada quatro doenças conhecidas tem uma causa psicológica. "No geral, quem mais sofre com isso são os hipocondríacos", diz a psicóloga e terapeuta ocupacional Vanuska de Oliveira Terra. "Mas qualquer pessoa, submetida a um momento de estresse, pode desenvolver esses sintomas. O mundo todo sofre disso. Em Mossoró, temos diversos casos, mas nunca tão forte como em alguns centros urbanos". No caso de Priscila, o que causou a mancha foi um excesso de raiva, por causa de situações ligadas ao fim de um relacionamento. As coceiras de Rafael vêm da sobrecarga no trabalho. O de Maria é mais grave - a reação se deve à perda de um filho. "Até certo ponto, tudo pode ser resolvido com um psicólogo. É a questão de descobrimos a causa real do problema e ajudar a pessoa a enfrentá-lo", explica Vanuska. "Agora, no caso como esse de Maria, recomendamos um psiquiatra, que vai receitar remédios. Porque às vezes os hormônios começam a agir e o problema se torna real". Questões genéticas também exercem grande influência sobre os sintomas. "Aí não tem como, tem que ser um tratamento com remédio". Em Mossoró, consultas e remédios psicoterapêuticos para casos mais graves são gratuitas nas Unidades de Pronto Atendimento - UPAs da cidade. O atendimento é feito pelo SUS - Sistema Único de Saúde. Vanuska alerta, no entanto, que esse tipo de problema não é tão fácil de resolver. Se possível, deve-se obter informações do profissional antes de se consultar. "É que o profissional precisa de paciência. Você tem que saber escutar o paciente. Custa tempo", diz. "Por isso as visitas não podem ser aquelas de dez minutos que costumamos ver por aqui. É preciso uma atenção maior". CORREIO DA TARDE PESQUISA MOSTRA CRESCIMENTO NO NÚMERO DE OBESOS De acordo com levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde, no último mês de junho, quase metade dos brasileiros tem excesso de peso. A proporção de pessoas com sobrepeso subiu de 42,7% para 46,6% entre 2006 e 2009. Já o percentual de obesos cresceu de 11,4% para 13,9% no mesmo período. Os dados fazem parte da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que entrevistou 54 mil adultos. As intervenções para reduzir a obesidade variam desde dieta, atividade física e outras modificações no estilo de vida, até remédios e gastroplastia, também conhecida como cirurgia bariátrica ou redução de estômago. Segundo o médico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Reynaldo Quinino, houve um aumento na procura por esse tipo de cirurgia. "O número de cirurgias tem aumentado e acredito que aconteça devido a alta incidência da doença no Brasil (todo dia surgem novos casos), diminuição do número de complicações durante a cirurgia e o índice de mortalidade baixo, que é de 0,2% e o de complicação no procedimento cirúrgico, que gira em torno de 3%, números relativamente baixos", explica Reynaldo Quinino, que complementa que pesquisas mostram que a eficiência a curto e longo prazo varia para cada tipo de intervenção. "Além disso, mesmo os remédios e gastroplastia requerem uma combinação de exercícios físicos, dieta e mudanças no estilo de vida para serem otimamente efetivos", acrescenta. A pesquisa aponta que 51% dos homens e 42,3% das mulheres têm excesso de peso. Sedentarismo, má alimentação e fatores genéticos são apontados como os responsáveis pelos quilos a mais dos brasileiros. Entre os homens, o excesso de peso é mais comum entre 55 e 64 anos (59,6%). Na população feminina, o índice mais que dobra na faixa etária dos 45 aos 54 anos (52,9%) em relação à faixa 18-24 anos (24,9%). A gastroplastia envolve vários tipos de cirurgia. Essas cirurgias visam ou a restrição do volume de alimento, que pode ser ingerido ou redução na absorção dos alimentos. Nas cirurgias que visam à restrição é limitado o fluxo de alimentos através do trato digestivo ao fechar parte do estômago e limitar a quantidade de comida que pode ser contida no estômago por vez. Os tipos de gastroplastia que visam diminuir a absorção dos alimentos previnem que o intestino absorva completamente o que é comido. Para Reynado Quinino todos os tipos de gastroplastia requerem que depois da operação o paciente faça uma reeducação alimentar e adote novos hábitos de vida. "A redução de peso obtida pela gastroplastia é de 20 quilos ou mais e para isso é preciso que o paciente esteja comprometido com dieta e faça mudanças no seu estilo de vida", enfatiza. Os benefícios da gastroplastia incluem redução em fatores de risco para mortalidades decorrentes de diabetes, hipertensão, doença cardíaca e certos tipos de câncer. "Adicionalmente, muitos pacientes relatam melhoria na qualidade de vida, mais mobilidade, melhor humor e auto-estima. Apesar desses resultados potenciais, a gastroplastia somente é indicada no caso dos benefícios potenciais superarem os riscos da cirurgia", finaliza o médico. PLANOS DE SAÚDE DEVEM R$ 40 MILHÕES AO SUS Ainda este ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vai inscrever na Dívida Ativa da União operadoras de planos de saúde, que acumularam dívidas de R$ 40 milhões com o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a legislação brasileira, os planos de saúde são obrigados a ressarcir o SUS quando um segurado recorre ao sistema público, em vez de ser atendido pela rede particular conveniada. A ANS não divulgou, no entanto, quantas das 1.480 operadoras que atuam no mercado brasileiro serão incluídas na Dívida Ativa. Segundo a ANS, a dívida total dos planos de saúde com o SUS pode chegar a R$ 370 milhões. De acordo com o novo diretor-presidente da agência, Maurício Ceschin, que assumiu o cargo hoje (16) no Rio de Janeiro, uma das prioridades é agilizar a cobrança dessa dívida. Atualmente, o tempo médio entre o uso do serviço do SUS e a cobrança da dívida é de quatro anos, porque é necessária uma investigação para saber, por exemplo, se o cliente não estava em um período de carência do plano quando usou o serviço público. Ceschin quer reduzir esse tempo para, no máximo, um ano. "Como o processo é complexo e moroso, a cobrança ainda demora bastante tempo. Minha meta é chegar ao final da minha gestão, daqui a dois anos e meio, com o prazo máximo de um ano". Nos últimos seis anos, apenas R$ 115 milhões foram pagos pelos planos de saúde ao SUS, a título de ressarcimento. Para dar celeridade aos processos, a ANS já contratou 89 servidores. Outra prioridade de Ceschin é diz respeito ao alto custo dos planos de saúde para idosos. Estima-se que o número de idosos no país triplicará nos próximos 40 anos. Segundo Ceschin, os idosos que, em geral, recebem menos do que os trabalhadores na ativa, pagam as mensalidades mais caras nos planos de saúde. Ceschin afirmou que a ANS está estudando uma forma de financiar os idosos, através da criação de uma espécie de "fundo de saúde", que será formado por um percentual da mensalidade paga às operadoras privadas. Quando envelhecer, o cliente teria dinheiro suficiente para evitar o pagamento de mensalidades mais caras. "Na medida em que parte do que você paga é capitalizada para seu futuro, você tende a pagar menos em idade avançada", explicou Ceschin. A ANS também está estudando a criação de um sistema de informações de saúde em tempo real pela internet, que reunirá dados sobre o histórico de saúde dos clientes de planos de saúde. Segundo Ceschin, com o sistema, o cliente terá mais liberdade pois poderá acessar dados que hoje ficam sob controle dos médicos. Assessoria de Comunicação do Cremern Telefone: 4006-5343 Contatos: Casciano Vidal: 9990-1473 Ana Carmem: 9909-4100
 
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