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SEGUNDA ETAPA DA VACINAÇÃO SOFRE ATRASOS NA CAPITAL DO RN - Leia mais notícias no Clipping Cremern 23/03/2010
TRIBUNA DO NORTE SEGUNDA ETAPA DA VACINAÇÃO SOFRE ATRASOS NA CAPITAL DO RN A segunda etapa da vacinação contra Gripe A (H1N1), que teve início ontem em todo o Brasil, sofreu atrasos na capital potiguar. Na manhã de ontem, apenas 20 dos 80 pontos de vacinação estavam abastecidos com doses da vacina. A entrega dos lotes restantes foi iniciada ainda na manhã de ontem, com carros da Secretaria Municipal de Saúde percorrendo os postos da saúde da cidade. Segundo a Secretaria de Saúde, o atraso foi provocado pela demora na remessa das doses de vacina pelo Ministério da Saúde. “Recebemos essas vacinas apenas na sexta-feira à tarde. Como se sabe, as unidades de saúde não abrem no fim de semana e por isso optamos por abastecer os cinco postos mais movimentados de cada distrito sanitário”, explica a coordenadora da vacinação Genilce de Almeida. As unidades que receberam a vacina estavam operando normalmente ontem pela manhã. Entre elas, estavam pontos de grande movimentação como Mãe Luiza, Pajuçara, Parque dos Coqueiros, Felipe Camarão, Quintas, entre outros. A expectativa da Secretaria era conseguir entregar todos os lotes ainda na tarde de ontem e normalizar a oferta de vacinação hoje pela manhã. A segunda etapa da vacinação contempla gestantes, crianças de seis meses a dois anos e portadores de doenças crônicas que mereçam cuidado especial, como doenças respiratórias, cardíacas, circulatórias e diabetes. Os idosos não serão vacinados nessa fase. Na primeira fase foram atendidas no Rio Grande do Norte 23.276 pessoas, todas elas profissionais da área de saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares, assistentes e outros. Dessa vez, a meta é atender 354 mil pessoas até o dia 2 de abril. Nos postos que receberam as vacinas, o movimento de ontem foi considerado bom. Em Mãe Luiza, por exemplo, às 08h30 da manhã, quase 10 pessoas já tinham procurado o serviço de vacinação. Já na Unidade de Saúde de Cidade da Esperança, o movimento era intenso, com o atendimento de dezenas de pessoas. Uma das pessoas na fila era Vitor Hugo Alcântara, de apenas um ano e três meses, que estava acompanhado do pai, Rômulo Araújo. Rômulo foi informado do início da vacinação pelo pronunciamento do ministro da Saúde José Gomes Temporão na noite do domingo. “Fiquei sabendo pela televisão e resolvi trazer logo ele”, relata. Já o portador de transtornos mentais, Herivelton Matias, de 43 anos, foi encaminhado pelo médico por ter também complicações respiratórias. A próxima fase de vacinação irá acontecer a partir do dia cinco de abril até o dia 23 do mesmo mês, com pessoas de 20 a 29 anos. Do dia 24 de abril até sete de maio será a vez dos idosos a partir de 60 anos. Essa parte será realizada em conjunto com a campanha de vacinação da gripe comum. Os últimos a receberem a vacina serão as pessoas a partir de 30 anos, entre os dias 10 e 21 de maio. DIÁRIO DE NATAL DENGUE RECUA, MAS INVERNO PODE TRAZER AUMENTO DE CASOS Números de Natal indicam redução, mas SMS investiga nove suspeitas da forma hemorrágica da doença Os casos de dengue clássica em Natal cairam 81,6% em relação ao primeiro trimestre de 2009. Entre janeiro e março de 2009, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrou 316 suspeitas de dengue clássica. No mesmo período de 2010, foram registrados 174 casos suspeitos. Já o número de suspeitas de suspeitas da dengue hemorrágica passou de 12, em 2009, para nove em 2010. No ano passado, dois casos se confirmaram e houve uma morte. A população deve intensificar os cuidados, diante da proximidade do período chuvoso. A Secretaria Municipal de Saúde já começou a investigar os casos. "Precisamos primeiro confirmar os casos suspeitos e verificar se são de Natal ou do interior (de pessoas que contraem a doença em outras cidades e se tratam em Natal). Ainda precisamos investigar", afirma o coordenador técnico do Programa de Combate do Dengue, Alessandre Tavares. Nenhuma morte foi registrada. A redução nos casos suspeitos de dengue hemorrágica acompanha a queda dos casos de dengue clássica e dos índices vetoriais. O último Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa) realizado em 2010 em Natal, por exemplo, registrou um índice de infestação predial (focos do mosquito aedes aegypt em prédios) de 1,6%. No mesmo período de 2009, a SMS registrou um LIRAa de 2,7%. Perspectivas Alessandre alerta para a chegada do inverno, época que registra aumento nas ocorrências. Segundo ele, medidas simples como manter a caixa d'água completamente fechada, manter tonéis e barris d'água tampados e lavar semanalmente os tanques utilizados para armazenar água podem diminuir ainda mais os casos de dengue clássica. Saiba mais Casos em Natal Dengue hemorrágica (Janeiro/março) 2009 - 12 suspeitos e 2 confirmados 2010 - 9 suspeitos Fonte: SMS O que é dengue hemorrágica? É uma doença bastante grave e se caracteriza por alterações da coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha a dengue clássica (dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, dores nas juntas, prostração e vermelhidão no corpo), mas, após o terceiro ou quarto dia surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A dengue hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas. Assim que os sintomas de febre acabam, a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte. Evite focos - Não deixar a água da chuva acumulada sobre a laje; - Remover as folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas; - Jogar no lixo todo objeto que possa acumular água,como embalagens usadas, potes, latas, copos, garrafas vazias e etc; - Se tiver vasos de plantas aquáticas, trocar a água e lavar o vaso - principalmente por dentro - com escova, água e sabão pelo menos uma vez por semana; - Colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira bem fechada. Não jogar lixo em terrenos baldios; - Lavar principalmente por dentro com escova e sabão os utensílios usados para guardar água em casa, como jarras, garrafas, potes, baldes e etc; - Se você não colocou areia e acumulou água no pratinho da planta, deverá lavá-lo com escova, água e sabão. Fazer isso pelo menos uma vez por semana; - Manter o saco de lixo bem fechado e fora do alcance dos animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana; - Manter a caixa d'água completamente fechada para impedir que vire criadouro do mosquito; - Manter bem tampados tonéis e barris d'água; - Encher de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta; - Lavar semanalmente por dentro com escova e sabão os tanques utilizados para armazenar água. Fonte: www.combatadengue.com.br PARA MORRER COM DIGNIDADE A medicina paliativa se dedica a tornar o fim da vida o mais confortável possível Não é fácil aceitar e entender que a morte é parte de um processo natural da vida. Todos morrem, e isso é tão certo quanto estar vivo nesse exato momento. O medo de enfrentar o inevitável, no entanto, acompanha a maioria das pessoas desde a infância. As faculdades de medicina treinam médicos para curar, para lutar contra as doenças. Muitas vezes, quando a morte é iminente, tentativas para impedir que ela se concretize podem chegar a extremos. A vida é mantida por métodos artificiais e o doente permanece em uma unidade de terapia intensiva isolado do convívio de familiares. O quanto ou até quando vale a pena viver dessa forma é uma discussão que divide opiniões. Os profissionais da chamada medicina paliativa acreditam que é possível chegar à reta final de forma mais digna, menos sofrida. Para eles, o foco é o doente e não mais a patologia, por isso há sempre muito a fazer. É nessa hora, geralmente vivida com muito desespero pelo paciente e por sua família, que uma equipe multidisciplinar pode entrar em cena. O objetivo é assegurar que o momento da despedida chegue com dignidade e sem dor, seja ela física ou emocional. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece e define cuidado paliativo como uma abordagem integral de assistência aos reféns de doenças avançadas - que ameaçam a continuidade da vida e geram sofrimento de natureza física, emocional, social e espiritual. A equipe paliativista inclui médicos, psicólogos, nutricionistas, enfermeiros, profissionais da área de reabilitação e assistentes sociais, que atuam para aliviar todo e qualquer sofrimento enquanto a pessoa estiver viva. "Os paliativistas não controlam a morte. Não pretendem acelerá-la ou retardá-la. Nosso objetivo é humanizar o tratamento de doentes terminais", diz a médica paliativista e coordenadora da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (Ancp), Maria Goretti Maciel. Ela explica que uma enfermidade grave muda completamente o curso de vida do paciente, que passa a necessitar de cuidados psicológicos e emocionais também. "Ansiedade, medo e angústia são sentimentos muito próximos de quem se encontra nessa situação. É natural que, diante de uma patologia avançada, a pessoa fique fragilizada. O médico paliativista atua combatendo sintomas físicos, como a dor, náuseas, vômitos, constipação. Mas ele é apenas parte de uma equipe, na qual todos se ajudam em prol do bem estar do paciente", observa. Mudança de papéis Os paliativistas também se dedicam à família, que sofre tanto quanto o doente. Males graves desencadeiam mudanças de papéis. Às vezes, quem era cuidado passa a cuidar. "A abordagem paliativa se estende até o luto, quando necessário. O foco não é a cura, mas promover a reflexão necessária para o enfrentamento da condição que ameaça à vida. Trata-se de um olhar humanizado, de ver a pessoa e não a doença", acrescenta Goretti. Em países como Estados Unidos, Canadá, França, Inglaterra e Japão, a terapia paliativista é exercida há pelo menos meio século. No Brasil, as atividades relacionadas a esses cuidados ainda não são regularizadas pelo Conselho Federal de Medicina. Profissionais que a exercem são unânimes: no país, ainda impera grande desconhecimento e muito preconceito relacionado à prática entre os próprios médicos, profissionais de saúde, gestores hospitalares e a população em geral. A desinformação é tanta que muitos a confundem com a eutanásia. "Cuidados paliativos nada têm em comum com essa prática. Somos radicalmente contra ela. O compromisso é com a vida. Nossa tarefa é dar conforto, tranquilidade, paz até que chegue o momento da morte", reforça Goretti, que é clínica geral e trabalha como paliativista há 10 anos em São Paulo. Ela assegura que o paciente que recebe cuidados paliativos atravessa o período crítico da doença com mais serenidade e altivez. "O ser humano não precisa sentir dor, sempre é possível aliviá-la. É fundamental também assistir o paciente para que ele fique ativo e saiba que não está sozinho. Tudo isso traz qualidade de vida, mesmo em momentos tão delicados", diz. QUANDO O HOSPITAL VIRA UMA FAMÍLIA O motorista Manoel Joaquim da Silva, 55 anos, vem recebendo cuidados paliativos há um mês no Hospital de Apoio do DF, único da rede pública local com 20 leitos dedicados a essa abordagem. Um câncer no olho direito o obrigou a passar por uma série de terapias que não trouxeram resultados positivos. Ele conta que, antes de chegar à unidade, estava desesperado. "Sentia muitas dores, me via sozinho, porque não tenho apoio familiar. O medo de sofrer, de morrer à míngua, me aterrorizava. Agora, os paliativistas viraram minha família. Esqueço que estou doente. Embora saiba que a morte está à espreita, já que o câncer se espalhou pelo corpo e não adianta mais tratar, aprendi a aproveitar cada momento. Sou medicado para não sentir dor. Tenho vivido dias tranquilos, estou sempre no jardim do hospital, me traz conforto", relata. Os paliativistas podem começar a terapia logo após o diagnóstico de doenças graves. A clínica geral Anelise Pulschen, que atua no Hospital de Apoio, explica que a prática ainda é mais direcionada aos pacientes cuja terapia curativa foi esgotada porque não há leitos para todos. De acordo com ela, os pacientes com câncer são os que mais demandam e recebem essa terapia porque 50% não deles não alcançam bons resultados com o tratamento. "É importante entender, no entanto, que os cuidados paliativos são aplicáveis a doentes que sofrem com patologias crônicas, infecciosas, degenerativas e problemas cardíacos ou pulmonares. Eles devem começar logo após o diagnóstico, andar junto com o tratamento curativo. Muitos doentes que os recebem podem, inclusive, chegar à cura", explica. O Brasil tem quase 200 milhões de habitantes. "Por ano, morrem cerca de 1 milhão de pessoas, mas apenas 60 equipes trabalham com cuidados paliativos no país, a maioria em hospitais públicos. Dedicados a essa abordagem, temos somente 300 leitos. Para atender a demanda seria preciso cerca de 10 mil", aponta a paliativista de São Paulo. Maria Goretti adianta ainda que o reconhecimento da medicina paliativa como um especialidade médicaestá muito próximo. O CFM, a Comissão Nacional de Residência Médica e a Associação Médica Brasileira já trabalham na criação de parâmetros para a área de atuação do paliativista. GAZETA DO OESTE PRESAS RECEBEM ATENDIMENTO NA ÁREA DE SAÚDE Os integrantes do Programa de Saúde da Mulher e do CREAS Mulher fizeram ontem uma ação em parceria com a Unidade Básica de Saúde Chico Porto, do Bairro Ouro Negro, com objetivo de proporcionar melhorias de saúde para as mulheres, que estão provisoriamente na sede da 2ª Delegacia de Polícia, no bairro Nova Betânia. Na ação foram oferecidos atendimentos odontológicos, clínica geral e exames preventivos. "Nós pensamos nessa ação hoje para dar início a outras atividades que passaremos a desenvolver junto a essas mulheres", disse a coordenadora do Programa de Saúde da Mulher, Vandja Lima. O motivo que levou a Gerência de Saúde a ter essa iniciativa, segundo Vandja Lima, foi a situação em que se encontravam as 34 mulheres que estão presas na delegacia. "Elas estavam sem condições de higiene nenhuma, e isso é uma das coisas que queremos chamar a atenção das autoridades competentes, para que olhem mais para essas mulheres. Elas não têm nem água para beber", destacou. As 34 mulheres que estão detidas na 2ª DP têm faixa etária entre 19 e 60 anos. "Já fechamos parceria com a UBS Chico Porto e os profissionais vão ficar encarregados de vir até aqui na delegacia para fornecer atendimento médico para as presas uma vez por mês. Caso elas tenham alguma questão de urgência, eles poderão vir fora da data estipulada", continuou Vandja Lima. Os atendimentos médicos foram feitos em um trailer fornecido pela Gerência de Saúde. As detentas serão acompanhadas por uma equipe de 16 profissionais da Unidade de Saúde Chico Porto, mais três profissionais do Programa de Saúde da Mulher. As mulheres que estavam recebendo atendimento médico não foram autorizadas a falar à reportagem. SESAP PROMOVE II ENCONTRO CIENTÍFICO DO PID NO ESTADO Ocorreu durante todo o dia de ontem, 22, no auditório do Cefope, em Natal, o II Encontro Científico do Programa de Internação Domiciliar do Rio Grande do Norte (PID). Para a coordenadora estadual do PID, Maria de Fátima Silva Pontes, "a qualidade dos serviços prestados pelo PID resultou em reconhecimento em vários níveis. E já chegamos em instituições fora dos limites do Estado". Ela acrescentou também que para ela o II Encontro Científico do PID "é o momento de aprofundamento e reflexão sobre nossas ações, pois é o momento em que saímos do simples atendimento para estudar e refletir sobre a própria prática. Bem com para avaliarmos as atividades já realizadas em 2009 e planejarmos as ações para 2010". O PID foi implantado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública, inicialmente teve início na cidade de Natal em setembro de 2005 e Parnamirim em abril 2006. O Programa visa a desospitalização em tempo mais curto de pessoas idosas ou com algum grau de limitação física dos hospitais públicos da rede estadual de saúde. Como objetivos, o PID se propõe a oferecer assistência integral e humanizada aos pacientes idosos no ambiente familiar, maior liberdade e autonomia dos pacientes em seus domicílios, ações em prol da redução de incapacidades, redução dos riscos de infecção hospitalar, redução dos riscos de formação de úlcera de pressão, orientação eficiente e clara ao cuidador e familiares, maior liberação de leitos hospitalares para pacientes em situações que exijam tecnologia hospitalar e redução dos custos de tratamento. Para participar do programa, o paciente precisa ser usuário do SUS e residir em Natal ou Parnamirim; ser oriundo dos hospitais de referência; ter concordância do paciente e familiares com o tratamento; ter um cuidador identificado e estar clinicamente estável. No entanto, os pacientes que necessitem de ventilação mecânica, monitorização contínua, enfermagem intensiva, propedêutica complementar com demanda potencial de alta complexidade não podem participar do programa. O MOSSOROENSE RN RECEBERÁ PRIMEIRAS AMBULÂNCIAS PARA AMPLIAÇÃO DO SISTEMA Vinte e um municípios do Rio Grande do Norte receberão, na próxima quinta-feira, no município de Tatuí (SP), ambulâncias de suporte básico para expansão do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). De acordo com ofício encaminhado pelo secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, a entrega das ambulâncias será feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A entrega das ambulâncias faz parte do Projeto de Regionalização do Samu 192, encaminhado e aprovado pela Coordenação-Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde. O primeiro lote, com um total de 26 ambulâncias de suporte básico, está reservado para a macrorregião metropolitana de Natal, atendendo aos municípios que terão bases descentralizadas. São eles: Extremoz, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Parnamirim, São José de Mipibu, Canguaretama, Santo Antônio, Monte Alegre, Passa e Fica, Ceará-Mirim, João Câmara, Touros, Macau, Lajes, Afonso Bezerra, Pureza, Pedro Avelino, Jandaíra, Parazinho e São Paulo do Potengi, totalizando vinte e um veículos. O restante passará para a macrorregião Oeste, para os municípios de Mossoró (3), Apodi e Areia Branca. O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), prefeito Benes Leocádio, de Lajes, confirmou presença na solenidade de entrega, em São Paulo. Ele orienta que os municípios precisam aprovar até o dia 31 junto às Câmaras Municipais a legislação sobre a participação no consórcio e assinar o termo de adesão para ficar habilitados a receber os investimentos federais e estaduais para ampliação do Samu 192. O detalhamento de todas as providências necessárias foi feito por técnicos do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde a todos os prefeitos dos municípios beneficiados em reunião convocada pela Femurn e realizada no último dia 2 de março, no Imirá Plaza Hotel, na Via Costeira, na capital. Os prefeitos receberam, na ocasião, toda a documentação e CD contendo as orientações para que os municípios se habilitem a participar do consórcio regional de saúde visando a ampliação do Samu 192. Reforço garantirá 53 novas unidades básicas O Sistema Integral de Atendimento às Urgências do Rio Grande do Norte propõe a ampliação da cobertura para todo o Estado com regulação médica das urgências e serviços móveis de atenção com instalação de 53 bases e contratação de 53 Unidades Básicas e 11 Unidades Avançadas de atendimento. A ampliação do sistema, que passará a atender mais de 1 milhão de norte-rio-grandenses, prevê a contratação de equipes profissionais, formação de consórcios municipais e reestruturação de hospitais regionais. Os investimentos serão realizados pelo Governo do Estado (60%), Governo Federal (30%) e municípios, que se responsabilizarão por 10% dos recursos. O projeto de interiorização do Samu foi apresentado aos prefeitos e secretários de Saúde pelo coordenador da Rede Brasileira de Cooperação em Emergência, Armando D’Enegry Filho. O painel foi coordenado pelo vice-presidente da Femurn, prefeito Jaime Calado, de São Gonçalo do Amarante. JORNAL DE FATO CASOS DIMINUEM, MAS EXIGEM ATENÇÃO Com a chegada do período chuvoso, Mossoró fica em alerta quanto à proliferação da Dengue, isso porque entre os meses de abril e maio, período mais chuvoso, há um aumento significativo no índice de contaminação da doença. A cidade já amargou índices alarmantes de incidência, porém, começa a dar os primeiros sinais de recuperação do problema. Em 2008, o Levantamento Rápido de Índice Predial de Infestação por Aedes aegypti (LIRAA), que controla o índice de infestação do mosquito, colocou Mossoró na situação mais crítica, com uma média de 13 casos a cada cem casas. Já no ano passado, essa cifra caiu para 4,9 casos a cada 100 casas. A redução dos casos da doença tem seguido numa linha decrescente. Mossoró fechou 2009 com 309 amostras suspeitas, dessas, 44 foram confirmados. Já nos dois primeiros meses deste ano, apenas cinco notificações foram registradas, culminando em apenas um caso confirmado. Para a supervisora de combate à Dengue pela Vigilância Sanitária do município, Tereza da Silva Moreira, os números são positivos, haja vista a situação que Mossoró vinha enfrentando. Para driblar a situação, foi necessário um intenso trabalho de multiplicação de facilitadores - pessoas de diversos setores que atuaram no combate à doença. Segundo a supervisora, a Vigilância concentrou suas ações na capacitação dos servidores de várias Gerências do Município, além da parceria com empresas privadas. "Mais de 200 pessoas foram capacitadas a atuar em uma região específica com trabalhos de conscientização e educação da população. Por exemplo, a Petrobras formou 60 facilitadores para trabalhar nas áreas em que atua, como no Campo do Amaro", explica ela. O Liraa classifica os municípios em três níveis de gravidade. Mossoró ainda está inclusa no grupo de Risco devido ao alto índice de infestação e à presença do mosquito durante quase todo o ano. A Vigilância ressalta que é necessário atuar na cidade de forma específica, isso porque as condições climáticas e geográficas são atrativos para o mosquito. "A uma limitação na distribuição de água na cidade, o que viabiliza o excesso de tonéis e barris nas residências". O que ela comenta é ratificado pelo Liraa, quando ele atesta que uma média de 95% dos focos é encontrada em água exposta. Os bairros que mais sofrem com o problema continuam os mesmos. O bairro dos Alagados tem atenção especial devido à constante recorrência de casos, seguido do Bom Jesus, Barrocas e Paredões. Tonéis abertos Mesmo os números apontando uma queda, a Gerência de Saúde intensifica alerta. Embora as campanhas educativas sejam incisivas, os problemas e causas da proliferação do mosquito ainda continuam os mesmos. Segundo a Vigilância, o descuidado com a água exposta chega a ser alarmante. Um exemplo disso pôde ser constato ontem pela equipe do Jornal de Fato, que, ao acompanhar a Polícia Militar em uma operação, flagrou uma casa fechada com uma piscina cheia de água e descoberta (ver mais sobre o caso em Popular, página 6). Em novembro do ano passado, a Vigilância realizou uma pesquisa nas residências e foram encontrados 60 mil tonéis descobertos, ou seja, mais de 20% das casas enfrentam o problema. Outro empecilho para a saúde administrar é a adaptação pela qual o Aedes aegypti passou. "Nos últimos anos, trabalhamos contra a dengue apenas no inverno, porém esse cenário é outro, porque o mosquito consegue estar presente durante o ano todo", destaca Tereza Moreira, comentando ainda a necessidade de intensificar os trabalhos de palestras e educação nas escolas. SEGUNDA ETAPA DA VACINAÇÃO COMEÇOU ONTEM NAS UNIDADES DE SAÚDE Começou ontem a segunda fase da vacinação contra a nova gripe. Grávidas, crianças de 6 meses a 2 anos e pessoas com doenças crônicas devem ser imunizadas nas próximas duas semanas. Nesta segunda fase mais de 20 milhões de pessoas deverão ser imunizadas em todo o País. Só no Estado do Rio Grande do Norte a meta é vacinar mais de 354 mil pessoas de pessoas. Em Mossoró, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) já estão abastecidas e a expectativa é que 26.390 pessoas sejam vacinadas nessa etapa da campanha em Mossoró. Todos os postos de vacinação estarão funcionando das 7h às 11h e das 13h às 17h. Segundo a gerente executiva da Saúde, Jacqueline Amaral, diferentemente da primeira etapa, as doses enviadas para o Município deverão ser suficientes para atender o público-alvo. "Pelo levantamento que foi feito e pela quantidade de vacina que veio acreditamos que todos que fazem parte do público-alvo serão vacinados", afirmou. Os médicos afirmam que ninguém precisa ter dúvida quanto à eficácia da vacina, que foi testada e usada em outros países antes de ser aplicada no Brasil. Noventa e cinco por cento dos resultados foram positivos. E não há registro de efeitos colaterais graves. Nesta segunda fase as crianças entre 6 meses e 2 anos estão tomando metade da dose. Devem voltar aos postos daqui a 30 dias pra tomar o restante da dose. BALANÇO A Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) divulgou, também ontem, o balanço da primeira etapa da Estratégia de Vacinação H1N1 no Rio Grande do Norte, que terminou na última sexta-feira (19). Foram imunizados 23.276 profissionais de saúde. No entanto, a secretaria alerta que o número real de vacinações é maior, uma vez que alguns municípios ainda não enviaram os dados para o Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde. PREFEITURA APÓIA ‘O HOSPITAL VAI À SUA CASA’ Caraúbas - Após viagem administrativa a Brasília semana passada, o prefeito Ademar Ferreira (PSB) esteve sexta-feira, 19, cumprindo agenda ao lado do seu vice-prefeito Alcivan Viana (PMDB), que ficou respondendo pela chefia do Poder Executivo e deverá permanecer, pois o prefeito retornou à capital do Estado, onde deverá dá continuidade a sua agenda administrativa. Sexta-feira, em Caraúbas, Ademar Ferreira visitou o Hospital Regional "Dr. Aguinaldo Pereira da Silva", ao lado de Alcivan. Foram recebidos pelo seu diretor Geral Alfredo José Fernandes de Azevedo, que após despachar com os dois gestores municipais e mostrado o Programa a ser lançado em parceria com a prefeitura "O Hospital Vai à sua Casa", o diretor do HRDAP, foi surpreendido com uma festa improvisada no próprio hospital em comemoração ao seu aniversário. Em seguida Ademar e Alcivan foram ao gabinete, onde receberam populares e promoveram reuniões com secretários municipais, lideranças comunitárias e de comunidades rurais. Sequenciado o dia de trabalho, teve um despacho demorado com o seu companheiro de gestão Alcivan Viana, oportunidade em que este fez um breve relato dos dias em que ficou à frente da municipalidade. O secretário Municipal de Saúde, Giovanni Nobre, foi um dos secretários que despachou com os dois gestores municipais, oportunidade em que apresentou um relatório das ações e andamento dos trabalhos da sua pasta e como deverá funcionar a parceria da SMS com o Hospital Regional Dr. Aguinaldo Pereira da Silva. Para o prefeito, a parceria que está sendo estabelecida com o Hospital Regional será muito importante para garantir a saúde da população. O prefeito destacou os investimentos feitos em saúde pública no primeiro ano de governo, muito bem relato pelo secretário Giovanni Nobre. Ademar Ferreira disse que a governadora Wilma de Faria está disposta a resolver, e de forma definitiva, o problema de saúde pública no quesito emergência e urgência, que compete ao Governo do Estado. Neste quesito, o diretor do hospital regional, Alfredo José, destacou-se com a criação do Programação "O Hospital vai à sua casa". "Temos consciência de que o trabalho de saúde preventivo é de responsabilidade do município, mas não podemos deixar de compreender e apoiar a importância de O Programa o Hospital vai à sua casa", diz o vice-prefeito Alcivan Viana, lembrando que o programa terá como missão visitar todas as residências que têm idosos e gestantes. Estes receberão atendimento em casa e orientação de como melhorar alimentar, praticar exercícios, enfim, viver melhor. No município tem várias obras em andamento, muitas com recursos oriundos de convênios com o Estado e outros do Governo Federal. Para o prefeito Ademar Ferreira, existe um empenho de toda a equipe de governo em parceria com o legislativo disposto a buscar mais investimentos em Brasília e, para tanto, pretende estar sempre presente nas reuniões de bancada cobrando investimentos necessários para o município de Caraúbas, em parceria com seu vice Alcivan Viana. O prefeito Ademar Ferreira e o vice-prefeito Alcivan Viana querem se reunir ainda nesta semana com os secretários e seus respectivos assessores para fazer uma avaliação do primeiro ano de governo e o andamento dos projetos para 2010. "Queremos aproveitar o bom momento do governo federal e sua disposição em investir para apresentar bons projetos e conseguir estes recursos", destaca o prefeito por telefone, quando se dirigia a capital Natal. CORREIO DA TARDE SESAP PRETENDE IMUNIZAR MAIS DE 350 MIL PESSOAS NA SEGUNDA ETAPA DE VACINAÇÃO A segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra gripe A teve início nesta segunda-feira (22) e até o dia 2 de abril gestantes, crianças de seis meses a dois anos e doentes crônicos (exceto idosos) receberão as doses da vacina. A expectativa é de imunizar cerca de 20,3 milhões de pessoas em todo o Brasil. No Rio Grande do Norte, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) espera vacinar 354 mil pessoas nessa segunda etapa.

Durante a primeira fase, voltada para os profissionais da saúde e concluída na última sexta-feira (19) foram vacinadas 23. 276 pessoas no Estado, sendo a capacidade da Sesap de 31.376 vacinas. De acordo com a coordenadora estadual de imunização no RN, Jeanny Guedes, o número de imunizações é ainda maior, tendo em vista que muitos municípios ainda não enviaram os dados da vacinação para o Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde".

Nesta segunda fase todas as grávidas, independentemente do período de gestação, devem se vacinar. As mulheres que engravidarem após o fim dessa etapa poderão se imunizar nas fases seguintes. Na vacinação das crianças, pais e responsáveis devem levar aos locais de imunização apenas os bebês que já completaram seis meses de idade e os menores de dois anos, apresentando o cartão de vacinação da criança. As crianças receberão uma dose dividida em duas vezes. Asegunda meia dose será administrada 30 dias após a primeira. Se a criança completar seis meses depois do dia 2 de abril, também poderá ser vacinada normalmente.

A enfermeira Mariana Carvalho, da Unidade Básica de Saúde São João, localizada na avenida Romualdo Galvão, e eleita pela Prefeitura de Natal como referência no processo de vacinação contra o vírus H1N1 na capital explica que é necessário haver a divisão da vacinação infantil porque a quantidade seria muito elevada para a idade. "Não há contraindicações. O que acontece é que como o sistema não conhece a vacina, não existe janela imunológica, ou seja, não há memória do vírus no organismo. Primeiro a criança recebe a dose de 0,25 ml e depois de 30 dias, recebe o reforço, os outros 0,25 ml. Uma só vacina seria muito forte", informa. Adona de casa Juliete Lima levou o filho Eric de 1 ano e nove meses à unidade logo no primeiro dia de vacinação. "Para prevenir e aproveitar que o movimento
nos postos não se intensifica. Mas, além da vacinação tenho consciência dos cuidados que temos que ter em casa. Evito que ele tenha contato direto com pessoas gripadas e tento manter o ambiente arejado," afirma Juliete.

Devem procurar também os postos de vacinação, os doentes crônicos com menos de 60 anos com problemas de coração, pulmão, rins, fígado, diabéticos, pacientes em tratamento para AIDS e câncer ou os grandes obesos. Aqueles que serão vacinados devem levar aos postos documento de identidade com foto e se possuírem, carteira de vacinação do adulto. "Durante a manhã de hoje o movimento foi intenso. Amaior procura era dos pacientes com doenças crônicas. Percebemos que muitas pessoas estão confusas com relação ao calendário de vacinação. Pessoas de outros grupos estão se antecipando e vindo no dia errado", alerta. Em Natal, 68 postos estarão imunizando a população contra o vírus H1N1.

Próximas etapas

Nas próximas etapas serão vacinados adultos de 20 a 29 anos (5 a 23 de abril); idosos, incluindo os doentes crônicos (24 de abril a 7 de maio) e adultos de 30 a 39 anos (10 a 21 de maio). Assessoria de Comunicação do Cremern Telefone: 4006-5343 Contatos: Casciano Vidal: 9990-1473 Ana Carmem: 9911-6570
 
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